11 de mar de 2019

O coração não cala

(Imagem: Pinterest)

Ele bate fundo dentro do peito insistindo por um amor. Sim, todos queremos um amor. Daqueles bem clichês de cinema. Daqueles que nem poetas, nem escritores e nem atores conseguiriam interpretar com tanta astúcia. Mas, eu sinto ele bem pequenino aqui dentro de mim. Talvez não seja nada, digo a mim mesma, entre pensamentos. Até que, algum dia, não seja realmente nada. É, as coisas não são tão fáceis como parecem ser. A gente fala tanto de desapego que vive querendo um amor que faça a garganta secar e o coração bater forte aqui dentro.

Talvez, quando outra donzela o tiver entre seus braços, a gente aceita que era amor sim. Mas, porque tanta confusão assim? O amor deveria ser simples, doce e fácil. Nas horas mais estressantes até as mais engraçadas. O amor deveria ser leve, como uma pena que pousa entre nossos travesseiros deixando apenas o nosso cheiro solto pelo ar.

Deveria ser como nas novelas mexicanas, um pouco de drama, sim mas que tudo se resolve no final. Mas será que a vida não é realmente assim? Não, acredito que não. Do contrário, quando o mocinho desmascara o bandido não teríamos mais saco de ficar na sala de estar das nossas vidas, esperando o desfecho acontecer.

Mas o amor não pode ser tão difícil, pode? Entre juras eternas, quem garante que o outro não esta mentindo para si e para mim? Quem garante que nossos corpos vão se encontrar de novo, um romance muito melhor que os filmes e aquele carinho entre cobertor e Netflix não vão acontecer?

Não tenho pressa, meu amor.

Não tenho ansiedade nenhuma.

Só tenho medo que você sinta por outra tudo aquilo que eu sinto por ti, amor.

6 de mar de 2019

Nota da Tay... - Limpado a bagunça

(Imagem: Pinterest)


Bom dia, pra você que está me lendo aqui de dia. Boa tarde, pra você que me lê a tarde. Boa noite, pra galera da noite!

Eu nem sei por onde eu começo esse texto, na verdade. Mas o resumo da história é o seguinte: a gente não pode viver só de blogueira e escritora porque a sociedade capitalista não nos permite isso ainda. Um baque, né? Desculpa.

Talvez o que muita gente não sabe é que eu tô "sozinha" aqui no Idealiizar, e tá sendo mega difícil pra mim conciliar todas as coisas. Agora, com um TCC a frente, vai ficar ainda mais, com perdão da palavra, foda. Mas calma, eu não tô abandonando vocês nem o blog. O que vai acontecer é que eu não posso me dispor a postar todos os dias, não seria justo com vocês e nem comigo.

Esse ano MUITA coisa vai acontecer, como eu sei? Sabendo, porque as coisas que plantamos lá no passado estão dando frutos agora, no presente. Esse texto é mais um desabafo mesmo. 

Eu vou continuar trazendo textos e coisas bem fofas por aqui. Indicações de marcas fodas, filmes, o que eu estiver ouvindo e experiências que vão ficar guardadas nas fotografias que nunca vão se apagar: do meu coração. Tem livro novo, que eu preciso terminar ainda - mas até o fim do ao ele saí, ta legal?

Tem muuuita coisa legal acontecendo! Mas eu prometo que não vou abandonar vocês, só não posso me dispor á uma rotina de algo que eu não vou conseguir seguir.

Então se você ainda não segue nosso Instagram ( @idealiiizar )   segue lá porque quase todas as crônicas piticas, aquelas de chuveiro, vão sair por lá. Se você ainda não me segue, bora seguir também porque eu vou avisando quando tiver textos, tanto aqui no Idealiizar quanto no Instagram do blog ( @taylasanchez ).

Era só para dar uma aliviada no coração de vocês, e no meu também porque eu fico bem mal de não dar uma satisfação do porque eu sumi assim do nada hahaha 

Prometo postar aqui pelo menos uma vez por semana, tá legal? Obrigada, meus amores. A rotina vai ficar ainda mais louca mais vamos fazer o que? Sou apaixonada por loucuras  =D

18 de fev de 2019

Vamos falar de Oscar? - Part I

(Imagem: Pinterest)


Pois é, meus amigos, desde que os candidatos ao Oscar 2019 foram divulgados eu não vou me cansar até assistir todos. Tá, eu sei que é meio impossível assistir tudo antes da comemoração, que vai rolar dia 24 de fevereiro anota aí! Faz alguns anos que eu assisto pelo menos os indicados de melhor filme, daí os outros assisto durante o ano. Até porque é raríssimo encontrar esses filmes aqui no ABC, quando tem são só cinemas em SP não ficam nem duas semanas em cartas. 

Ajuda a gente, cinemas?


Vou dividir em dois filmes por vez, porque acho que fica bom de ler, não fica grande e dá para entender bem o enredo sem ter spoiler. 



A Star Is a Born



É, eu comecei justamente com esse porque é um dos meus favoritos para levar o prêmio. O longa é americano e conta a história de um músico, Jack, que viciado em álcool e drogas. Sendo assim, depois de um show, ele vai para um bar de drags (um pequeno spoiler do bem aqui) e pede drinks. Ai que ela entra, a deusa do filme, a Gaga, que dá rosto a Ally. Ela canta, ele chama ela para um drink, eles passam a noite toda conversando e aí já viu, né?

Parece um filme bem clichê, foi o que eu pensei enquanto assistia, mas definitivamente não é. Por trás dele, várias pequenas histórias são contadas. Lembram do ano passado, quando eu disse que A Forma da Água deveria ser uma série e não só um filme? (se perdeu corre aqui rapidinho). Em Star a Born é totalmente diferente, tudo nele se encaixa e todas as coisas tem que acontecer naquele momento. Quem já assistiu sabe bem o que eu estou falando.

Aliás, antes mesmo do filme ser lançado, eu havia comentado de uma das músicas da Lady Gaga e do Bradley Cooper por aqui (veja bem rapidinho aqui). Essa música levou diversos prêmios, o que é muito sensato porque ela é definitivamente incrível. Esse longa é uma refilmagem, mas eu conto tudo aqui




Bohemian Rhapsody


Quando eu vi o trailer que ia passar esse filme já mandei mensagem para o meu pai. A gente gosta de: filmes de "pessoas reais", historias reais e, claro, músicos. Logo quando lançou corremos para assistir. Confesso que não esperava muito desse longa, com perdões aos fãs de Queen, eu achei que seria "ok, tipo um musical.

Ainda bem que eu me enganei.

A história conta exatamente como o Freddie entra como vocalista, do que hoje conhecemos como Queen, até a sua última apresentação em 1985, sendo essa seis anos antes da morte dele. Eu não conhecia a história que sempre existe por trás da história. E esse longa me fez abrir os olhos muito mais para coisas que antes passavam despercebidas na minha mente. O que é muito bom, né? Quebrar padrões é algo que eu amo, ainda mais comigo mesma.

Enfim, não sei mais como comentar sem dar nenhum "spoiler" - porque é uma biografia né? Então não sei se eu estragaria tanto assim a surpresa. Só posso dizer que o ator Rami Saíd Malek fez um trabalho tão incrível que tinha momentos que eu achei que o Freddie estava realmente atuando ali - sim, eu acredito que o Michael ainda esteja vivo. Tanto é que ele está concorrendo ao premio de melhor ator pela Academia, o que eu acho isso muito incrível - A Academia erra as vezes, mas tem horas que acerta em cheio.

São outros atores que fazem um trabalho incrível nesses longas,. Acho que, de todos aqueles que eu já assisti, que estão concorrendo esse ano ao Oscar, esses dois estão na minha maior torcida. Todas as pessoas que pensam em seguir essa carreira de músico precisam MUITO assistir esses dois filmes, realmente vale a pena.

Tá chegando, né? Estou tão ansiosa que tô contando os dias - e ao mesmo tempo contando quantos filmes eu preciso assistir antes da premiação.


13 de fev de 2019

O jornalismo chora


(Imagem: Google)

Eu nem sei por omde começar a escrever esse texto sem que as lágrimas brotem nos meus olhos e me impeça de realizar tal ato. Mas eu vou tentar.

Segunda feira, por volta da 12h30 recebi uma mensagem "o Boechat morreu". Ah tá, pensei.  Deve ser igual aqueles famosos que vivem morrendo sem ter realmentr morrido. Mas, só para confirmar, abri uma matéria da Folha. Era real. Ninguém do escritório sabia ainda, eu fiquei intacta por uns longos 5 minutos. Não podia acreditar nisso. Até que a notícia chegou na empresa que eu trabalho "Boechat morreu num acidente de helicóptero".

É, era real.

Eu tentei não chorar quando disse "é verdade", mas minha voz saiu meio embargada por isso. Voltei para o que estava fazendo. Várias pessoas e grupos começaram a mandar mensagem.  Fui no banheiro e chorei.

Eu faço jornalismo, desde 2015. Sempre tive ele como referência, seja para as coisas boas e ruins, ele me ensinou muito, mesmo qje a distância, a nunca deixar a peteca cair. Meu sonho era bater um papo com ele, pergutar coisas,  conversar de verdade.  Adoeci em 2016, tranquei a faculdade por um ano, voltei com outra sala nas nunca deixei de fazer parte da minha primeira sala. Sacas?

Então, estavam todos falando sobre isso. Era cada notícia que chegava, seja pelo grupo das salas ou a galera comentando comigo no privado. Eu ainda não acredito que isso aconteceu, a ficha ainda não caiu que a pessoa que eu tinha como referência no jornalismo tinha morrido num "acidente". Aquele que falava o que pensava, fazia as pessoas rirem, fazia piadas... tinha morrido. Teoria da conspiração? Eu acredito. Acredito que não tenha sido un acidente, assim como o Eduardo Campos. Mas essa é uma brisa minha mesmo.

Vá em paz, Boechat. Você sempre sera lembrado pelas coisas boas que fez enquanto estava aqui entre nós. O jornalismo chora, a imprensa chora, mas você nos ensinou o essencial para nossa profissão: nunca desistir de defender os seus ideais.