28 de dez de 2018

Sobre os erros e aprendizados que 2018 me trouxe

Imagem de art, drawing, and girl
(Imagem: Pinterest)

Eu falo que esse ano parece que foram aquelas promoções: leve três e pague um. Foram três anos em 2018. Dá para acreditar que tivemos Copa do Mundo? Desculpa, eu acho meio difícil aceitar isso.

Nesse ano eu aprendi que a máscara das pessoas sempre vão cair, uma hora ou outra. Mas isso pode ser bom, né? Porque nem sempre as máscaras que temos, sim todos temos, caem para que possamos ver o que pior das pessoas. Ás vezes, elas caem porque achamos que fulano era aquilo, mas ela era alguém ainda mais especial do que pensávamos. Ora, sempre pensamos que estamos agradando o outro por ser, pensar e agir daquela forma e as vezes não é assim. Ou é ruim para você mesma ou para o outro, que fica criando expetativas onde não tem. Onde você não pode oferecer porque não foi verdadeiramente você mesmo.

Eu aprendi que todas as coisas ruins precisam acontecer para dar lugar para as coisas boas. O que aconteceu comigo em 2016 me fez enxergar uma nova vida. Me fez pensar a quantidade de energia que eu estava gastando fazendo as outras pessoas se sentirem bem, mas eu mesma não me sentia. Me deu a alegria de observar uma borboleta pousando e saindo logo em seguida. Ouvir o barulho dos grilos, das folhas batendo nas janelas e o barulho da chuva. O universo tem controle de todas as coisas, porque duvidar dele então? Às vezes, a pressa em conseguir algo, a ansiedade e a angústia de não ter conseguido aquele emprego ou aquele relacionamento nos frustra. Então, deixa que o universo cuida da gente, né? Bora viver um dia de cada vez.

Aliás, outra coisa que aprendi foi viver um dia de cada vez. Para que desesperar? Respira fundo que tudo vai se resolver. Mesmo que "não dê certo" as coisas sempre vão dar certo se você confiar e ter fé.  Fé na vida, fé em Deus ou em qualquer outra coisa. Tenha fé, tudo vai se resolver, cedo ou tarde.

Aprendi também que as pessoas vão chegar e ir embora da sua vida, e tá tudo bem. Às vezes você precisa conhecer alguém, mas aquele alguém não vai fazer parte da tua vida para sempre. Não adianta reclamar, segurar ou abraçar bem forte, as pessoas não tem obrigação de ficar e muito menos de gostar de você. Você precisava conhecer porque precisava dela naquele exato momento da vida e ela precisava te conhecer também, no mesmo momento da vida. Parece loucura, né? Mas não.

As pessoas que você conviveu no passado, choquem: elas mudam.  Talvez as ideias sejam as mesmas, uma coisa meio terceiro ano do fundamental, mas, às vezes, elas estão tão evoluídas que você para e pensa: porque não reencontrei essa pessoa antes? Spoiler: porque não era a hora. Lembra o que eu disse lá em cima?

E, acho que a última coisa que eu aprendi esse ano, foi que a vida é um sopro. Ora você pode estar aqui, e de repente, não estar mais. Porque a vida tem dessas, ela tira de você as pessoas mais importantes. O porque? Infelizmente eu ainda não sei, mas ei de descobrir. A gente aprende a viver o dia como se fosse o último, porque algum dia há de ser. Quem te garante que não? Então se joga, seja feliz e deixa para se arrepender amanhã de manhã. Aliás, escrevendo agora pra você, Mendes, lembra a promessa que fizemos né? Eu lembro, todos os dias da minha vida.

A vida é muito curta pra ficar triste, para se arrepender e para deixar de amar o outro. Porque o amor é uma coisa boa. O amor constrói pontes, ao invés de muros. Porque não amar a todas as pessoas? Vai, você consegue. Esse mundo de ódio precisa de mais amor. Como diria a minha tattoo: All you need is love. Então ame e diga, porque as vezes pode ser tarde demais.

Desejo que vocês tenham um ótimo 2019. Com muito amor, paz e, acima de tudo, esperança de dias melhores.

Gratidão, meus amores por mais um ano aqui juntinho de vocês. E que venha novos ciclos, novos versos e novas coisas boas para todos.

27 de dez de 2018

Não sei o que sentir

Mim apaixonei por você de uma tal forma, você nem imagina...
(Imagem: Pinterest)


Eu não sei porque, mas eu não paro de pensar em você.

No seu beijo, no seu cheiro e no jeito que você insiste em discordar de mim. Porque o que levamos dessa vida são os aprendizados que as outras pessoas nos dão. Pode ser que está tenha aprendido em um livro, em um poema, em uma série ou em um filme. Mas eu não sei explicar exatamente o que eu senti estando ali, com você.

Nossos corpos se entrelaçaram, nossos beijos foram ora ardentes e ora suaves. Mas, se não fosse você, eu estaria de beijando até hoje. As coisas que você me ensinou, as coisas que você me disse e todas as coisas que você me mandou ver... eu aprendi.

Eu aprendi, depois de muito tempo pensando, que você não pode controlar a vida do outro.  Nem o que o outro pensa, os suas atitudes e emoções. Eu, que sempre preguei o livre arbítrio, livre para poder ir e vir quando quiser, quando puder, agora não paro de pensar em você.

Chega a ser engraçado porque, quanto tempo não nos víamos? Não riamos um da cara do outro, não conversávamos sobre as coisas mais simples até as coisas mais importantes dessa vida? Faziam quantos anos, desde a última vez?

Eu juro... não me lembro.

Você me disse para viver aquele momento.  Viver o aqui, o agora e que se dane o futuro e as coisas que ele nos reserva. "Vive aqui, Tay", você disse.

Eu vivo.

Como se fosse o último dia da minha vida.

Mas, quer saber de uma coisa que talvez nem faça tanto sentido nesse texto?

Eu quero te ver... e cara, não sei o que sentir.

26 de dez de 2018

To me desapegando

Pintura de uma menina a fumar

Tudo começa com uma roupa. Fazem meses que ela estava guardada no meu armário esperando o momento certo. Esse momento nunca chegou. Talvez eu tenha engordado, emagrecido, encolhido com a velhice e aquele vestido está lá, largado as traças. Tá na moda usar coisa retrô né? 

Mas, felizmente, eu não quero mais.

Desapeguei das bagunças escondidas na gaveta. Se fez um ano que tava lá, é porque eu não precisava constantemente daquilo. A não sei um durex que eu perdi a muito tempo que nem cola ele tinha mais, esse eu usaria ainda. Joguei fora todas as coisas que estavam alo só por estar. Presentes de ex que eu detestava, só fingia que gostava porquê estávamos juntos. Ursinhos de pelúcia, sapatos e até um travesseiro, que era razoavelmente novo mas me dava uma dor nas costas, eu me desapeguei.

Me livrei de tudo.

Agora só falta o emocional. 

Limpei todas as gavetas internas de dentro do meu peito onde guardei cada um que fez parte da minha vida, numa esperança fajuta que esse romance voltasse a todo vapor direto proa meus abraços apertados. Me livrei dos beijos que nunca pude dar, talvez porque não quisessem, pu estavam longe, mas isso não importa. Botei tudo junto numa caixa e despachei para longe.

Todas as juras de "amor eterno" que eu recebi, e tinham ficados guardadas aqui dentro, joguei também. Todas as ligações de apego que tinha, seja com amigos, parentes ou pessoas próximas, mandei para muito longe daqui. Quem quiser que me acompanhe, por favor.

Peguei todo aquele sentimento que tive de um relacionamento abusivo, e mandei despachar também.  Toda aquela coisa de "você nunca vai achar alguém que te ame como eu" ou até "esse seu jeito feminista vai me afastar"... e que afaste, meu bem.

Joguei tudo fora.

Desapeguei, joguei no lixo e taquei fogo.

Porque agora, nessa vida que eu estou: você fecha comigo ou some de vez da minha vida.

24 de dez de 2018

Hey, eu tô sentindo tua falta

Poster A5 casal amor ilustração frase
(Imagem: Pinterest)

Cara, sei que é estranho dizer isso, mas eu tô sentindo a tua falta. É bizarro porque saímos poucas vezes e nem conversamos direito. Eu não sei nem se você tem algum bicho de estimação ou o nome dos seus pais.  Aliás, eu nem sei o seu sobrenome direto. 

Será que estou caindo na minha própria armadilha?


Sempre disse que, depois de tudo que eu passei em todos os meus relacionamentos, jamais deixaria alguém que não sente o mesmo por mim, do que eu sinto por ele, entrar na minha vida de novo.

Meu Deus, é realmente bizarro como as coisas realmente são.

Talvez seja só mais uma armadilha do meu ego, tentando me ferir e a todos que estão a minha volta. Eu, que sempre fui "manda mensagem, fala o que der na telha, elogia uma pessoa em querer que ela eligie de volta...", tô presa sem rumo nessa história que nem sei se realmente tem uma ali para contar.

Eu não sei, mas eu acho que pirei de vez.

E nem sei se isso é aceitável, nessa altura do campeonato.