1 de nov de 2012

Color




Sabe todo aquele colorido que eu tinha? Descobri que vinha de você, engraçado né? Ter  humor pintado por alguém assim, tão distante. Eu já escrevi tanto sobre saudade, que existem momentos que nem sei o que ela significa. Só sei que dói, e muito. É horrível ter que levantar todas as manhãs, colocar uma dose extra de rímel, um sorriso plastificado e torcer para que ninguém note o que sua ausência causou aqui dentro. O engraçado é que realmente ninguém nota, ou estão vazios o suficiente para não se importar.


Garçom, por favor. Uma dose da sua bebida mais forte e mais um maço de cigarros que essa noite vai ser longa, não eu não quero conversar. Definitivamente não. Me deixe sozinha, com meu notebook e minhas ideias compradas ali naquela mesa de canto, prometo ir embora cedo. Não quero companhia e muito menos seu telefone, não estou interessada em relacionamentos próximos e tão pouco em futuros. Só me deixe aqui e finja que eu não existo. Esconda também seu sorrisinho bobo quando me ver chorar. Não, eu não fico bonitinha quando suspiro de saudade.


Sabe o que sempre foi mais incrível? A capacidade que tu tinha de me colorir. É eu já disse isso. Sei que entre um cigarro, um sexo casual dentro do avião ou uma dose extra de vodca barata eu vou sentir sua falta, é inevitável! Sentir falta de se apaixonar e de acreditar nisso. Sentir a necessidade de encontrar alguém que possa me colorir, enquanto você brinca de não saber o que quer.