3 de out de 2012

Já tive tantos motivos


Já tive tantos motivos para desistir. Mas desistir de verdade mesmo. Acelerar o processo das Parcas e cortar de vez a linha da vida. Meus motivos sempre foram completamente egocêntricos e insignificantes, confesso. Mas me destruía por dentro. Hoje sinto como se estivesse em uma sala ampla, em cima de uma torre bem alta, iluminada com muitas velas espalhadas pelo chão e a luz da lua sobre uma janela vem pequena lá no alto. E aí, por essa janelinha distante e completamente insignificante, um vento sopra forte o suficiente para apagar todas as minhas velas. Toda minha fonte de luz se foi, exceto duas. Uma vela, bem pequenininha, lá no cantinho do quarto continua acesa. E a Lua. E lá estão todos os meus motivos para seguir em frente. Desistir de desistir. Aquela única vela me possibilita a reacender todas as outras, começar de novo. Se houver algo que me faça sorrir não vou desistir, mesmo que esse maldito destino que nós insistimos em culpar por tudo resolva me contrariar. Como disse Albert Einstein Todo mundo é um gênio. Mas, se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ela vai gastar toda a sua vida acreditando que ele é estúpido.