10 de out de 2012

Mini saia rodada



Mini saia rodada, salto 15, batom vermelho. Pegou o carro e dirigiu até onde o mínimo de pessoas à conheciam. Uma sequência de doses. Um cigarro aceso. Ele lhe perguntou se poderia fazer companhia, sentou. A conversa era boa. Ele era bonito, cabelos escuros e olhos penetrantes. Contou-lhe toda sua experiência com o vestibular e o que estava achando da faculdade. E ela ali, só ouvia e as vezes sorria. Mas ai entre uma dose e outra ela pensava em tudo. Aquele homem ali não era ele, aquela mão que acariciava seu rosto não era dele e muito menos seu jeito de falar. De tanto pensar, cansou. Arrastou-o até o carro. Ficaram ali entre beijos, carícias e a promessa de que na manhã seguinte ela receberia seu telefonema. Pouco importava, não era ele. Já em casa, deitada na cama, agarrou o travesseiro e suspirou. Suspirou de saudade mesmo, já não lhe doía tanto. Acordou com uma mensagem do cara da noite passada. Palavras carinhosas, pedido de desculpas e até uma pontinha de saudade. Aceitou seu convite para o almoço. Ele era gentil e carinhoso. Mas de qualquer forma, não era ele. Deixou-a em casa, beijo simples com uma pitada de quero mais. E até hoje a cada mensagem apaixonada, a cada abraço apertado, cada beijo molhado, cada vez que acorda ao lado dele ela pensa "É só dessa vez, porque? Porque não é ele"