1 de nov de 2012

E eu estava perdida




E eu estava perdida como quase sempre, precisando falar frases confusas e sem pausa nenhuma, precisando chorar de soluçar, sussurrar e gritar. E mais uma vez você estava ali como quase sempre. 


Eu não podia te dizer tudo, eu não merecia você ali, não merecia sua atenção, seus conselhos, sua compaixão, não merecia você. Mas você estava ali, você me ouviu, me aconselhou, me fez sorrir como sempre teve o dom. Me abraçou mesmo que de longe, me acolheu como a muito tempo eu não me sentia acolhida.


Eu continuo perdida, com nó na garganta e aquela dor no estomago chata. Mas por alguns minutos, talvez horas, eu me senti melhor. Me senti como se tudo fosse apenas um detalhe, um tempo, um descanso para nós dois. Sabia e ainda sei que não é, mas ali, naquele momento eu senti o gostinho de acreditar que você me deu a mais de um ano atrás.


Você estava lá, me fez bem, me fez sorrir, me fez um pouco eu novamente, e se despediu. E aquelas duas palavras me tiraram do chão, como sempre vão tirar, “te amo”. E eu juro que poderia ler aquilo um milhão de vezes e ainda sim iria sorrir.