13 de jan de 2013

Aquele que nunca consegui odiar




Hoje me peguei presa a um lapso de falda de criatividade, socorro! Comecei a ler e reler todos meus textos e dessa vez pensei em escrever algo completamente diferente, algo que não me levasse à você. Parei com uma página do word aberta, em branco. O cursor tremia, implorando para que novas palavras surgissem, e nada. Coloquei músicas antigas, fingi ser outra pessoa, fingi ser o que eu era, nada. Abri as janelas do meu quarto, deixei a luz do Sol entrar a esperança de que me trouxesse inspiração e ainda assim, nada. 

Tenho certeza que em algum momento já digitei essas palavras, em textos completamente diferentes e desconexos. Mas hoje me peguei presa realmente a você. Eu confesso, odeio isso. Odeio a eterna esperança que só você me dá. Odeio sorrir ao lembrar do seu sorriso. Odeio o conforto do seus braços. Odeio seu sotaque caipira que me arrepia. Odeio lembrar de coisas que já vivemos, de textos que já escrevi e de coisas que não passaram da minha imaginação. Odeio sua falta de jeito com as palavras e o meu excesso de drama com elas. Odeio tudo aquilo que me faz lembrar de você. Odeio ter que esperar tanto tempo para te encontrar. Odeio pedir para você me esperar.  Odeio tudo aquilo que possa separar nosso abraço. Odeio o fato de não poder te ver sempre. Odeio o orgulho que nos rodeia.

Não sei se eu realmente odeio tudo isso. Todas essas lembranças, desafios e sentimentos. Talvez seja apenas medo. Medo do que possa acontecer se o destino resolver girar o mundo no sentido contrário, de novo. Não quero mais me importar com o que todos pensam, não dessa vez. Não quero mais ter medo. Quero abrir aquele pote onde guardei todos os sonhos que desenhei ao seu lado. Quero poder correr para seu abraço, sentir o cheiro do seu perfume e suspirar no seu ouvido. Não quero mais ter que esperar, já esperei demais. Quero você aqui, agora. Porque eu sei, que no fim, sempre vou me apaixonar por você.