30 de jan de 2013

Dia da saudade




Me disseram que hoje, dia 30 de janeiro, é o dia da saudade. Corri pra cá, dez minutos antes do dia acabar pra conseguir escrever e fiquei sem ter o que dizer. Já inventaram o dia de tanta coisa que nem me dei conta. Inventaram um dia para representar vários, isso eu ainda não entendi. Como se o só beijássemos no dia do beijo, só fizéssemos sexo no dia do sexo e então só sentiríamos saudade no dia da saudade. Eis ai um plano quase perfeito de vida, sentir saudade uma vez por ano e no resto, fica tudo bem.

Quem disse que a saudade é uma coisa boa não está totalmente maluco ou redondamente enganado. É legal, até. Sabe, aquela saudade que é quase uma nostalgia do passado mas ainda assim se você pudesse escolher, escolheria o presente. Aquela saudade de alguém que deixou você levar o casaco dele pra casa e você, mesmo sem sentir tanto frio, levou na esperança de encontra-lo no dia seguinte usando essa desculpa. Saudade de alguém que seguiu caminhos diferentes e mesmo assim nada mudou entre vocês. Saudade boa é aquela que dá e passa. Não completamente, não de uma vez, mas passa. 

Ai tem também aquela saudade que eu já cansei de escrever. Aquela saudade que dói, de verdade. Escorre pelo olhar mesmo que você insista em mantê-la ali dentro, bem escondidinha. Aquela saudade que causa incerteza do amanhã, que arranca todas as borboletas do seu estômago dando lugar a ansiedade e desejo. Saudade essa que serviu de inspiração para vários poetas. Saudade que não passa sozinha. Aquela saudade que faz você gritar por favor fica, só mais um pouquinho aqui porque não vou aguentar te ver partir!  Saudade que te faz implorar para mais uma dose de tequila.

Não me faltam palavras, exemplos e situações para declarar saudade. As vezes acredito que esse seja realmente meu ponto fraco, mas não conta pra ninguém. Já escrevi tantas vezes sobre saudade, que as vezes nem sei o que ela significa.