Tayla Sanchez

Aprendendo a viver

21:45


Acordei bem cedo, com o Sol entrando pela janela do meu quarto e iluminando rosto. Droga, porque não fechei aquilo antes de pegar no sono. Resmunguei um pouco mais. Era um domingo, não tinha que enfrentar toda aquela correria do dia dia. Levantei depois de um tempo e chequei meu celular, nenhuma mensagem a não ser as milhares de atualizações das redes sociais. Me peguei pensando em como eu queria olhar para seu rosto mas fui obrigada a afastar esses pensamentos e voltar à tão tenebrosa realidade.

Peguei um café e liguei a TV num jornal local qualquer. Na noite anterior resolvi ficar em casa, com minhas angústias e pesadelos ao invés de sair por aí e despejá-los no colo de qualquer um que tivesse afim de ouvir. Lá estava, depois de tanto tempo, acordando cedo num domingo, sem a leve ressaca moral que afugentava tudo aquilo que deveria ser feito. Sem nenhum arrependimento, sem nenhuma dor de cabeça profunda, sem implorar pelo café mais forte ou por um banho gelado, sem nenhuma mensagem dizendo coisas que havia feito na noite anterior, não acordei arrependida por passar pelo telefone para alguém que nem lembra meu nome. Também não tinha nenhuma mensagem sua, dizendo que sentia minha falta e que estava ansioso para me encontrar de novo.

Só estava ali, sentada no sofá, observando a estante cheia de livros e imaginando em qual deles poderia estar escrito minha história. Nenhum, talvez. Mas dessa vez eu não precisei fazer inconsequências para conseguir provar a mim mesmo que a vida não é aquela coisa ruim como todos desdenham por aí. Não precisei jogar todos os meus sentimentos em baixo do tapete da cozinha antes de sair. Não posso dizer que deixei de sentir mesmo que esta seja a forma mais fácil de desenhar um futuro. Não vou dizer que esqueci todos aqueles sorrisos e sentimentos que foram simplesmente arrancados de meu peito e entregues à você da forma mais fácil que poderia acontecer.

A gente vive, com ou sem razão. As vezes, apenas existe. Mas no vai e vem dessa montanha russa da vida tive que aprender a viver sem o seu abraço. Não posso dizer que sou completamente feliz, porque a felicidade é uma coisa que não se grita aos sete ventos. Só cansei de ficar esperando enquanto você brinca de não saber o que quer e eu fico aqui, cruzando os dedos a cada esquina que passo desejando que isso tudo dê certo. Só estou me obrigando a ser feliz, com ou sem você.



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