28 de mar de 2013

Amizade quase colorida




Domingo a noite, estava num bar qualquer com nossos amigos. Um deles por acaso citou seu nome, normal. Ai você virou o assunto da mesa, como sempre. Disseram que você estava com alguém. Não sei qual foi minha expressão, só consegui sussurrar um não pode ser, bem baixinho. Para minha felicidade alguém ouviu e começou a me perguntar sobre meus sentimentos por você.

Afinal o que nós éramos? Nunca conseguir entender, mas era bom assim. Você dizia que no final era com você que eu ia ficar. Lembra quando quase prometemos isso? Eu fingia que te odiava e você fingia que acreditava. Mas no final você sempre esteve ali para mim, assim como eu sempre estarei aqui por você.

Éramos amigos, sem dúvida alguma. Você era meu otário e eu era sua babaca. Dizíamos coisas engraçadas e sem nexo algum, madrugada afora. Saíamos frequentemente e brigávamos em todo trajeto, como um casal de velhos. Cara, você sempre fora insuportável.
Alguém do outro lado da mesa disse que todos encontramos a felicidade a dois. Desculpa, mas alguém lá em cima deve ter comido a minha com haxi.

Perguntaram-me novamente como me sentia com isso. Evitei o suspiro e forcei um sorriso. Neguei diante de todo mundo e depois em casa neguei para o espelho. Eu não podia  dizer que gostava de você porque isso se tornaria real e se fosse, tinha medo do dia que você tivesse que ir embora.