amizade

Amor sem vírgulas

12:31



Quero começar esse texto primeiramente pedindo desculpas. Desculpa pelo meio jeito meio errado e meio incerto de demonstrar o que realmente sinto. Peço desculpas por todas as vezes que guardei palavras quando na verdade eram naquele momento que deveriam serem ditas. É complicado, mas é meu jeitinho. Meu jeitinho errado e incerto de amar.

Sei de todas as vezes que deixei passar, que fingi não me importar e até disse à você que não sentia nada. Sei das inúmeras vezes que guardei um eu te amo sincero dentro do peito ao invés de deixá-lo explodir e contaminar o mundo ao meu redor. Mundo esse que você faz parte. Quantas foram as vezes que deixei a entender na esperança de que um dia você realmente o fizesse. Até que dei por mim que nunca entenderias, assim como eu mesma as vezes não entendo.

Meu Deus, quanta confusão. Seria tão mais fácil deixar as palavras simplesmente saíssem e fizessem tanto sentido quanto quando elas estão aqui dentro. Não sei, é difícil demais. Diferente de um livro chato, as vezes não consigo deixar de lado e fingir que ele não existe até conseguir esquecer. Cara, não dá para esquecer aquilo que é de verdade, sabe? 

Sei que você, até o final do texto, vai se identificar aqui dentro. Ou pelo menos espero que assim aconteça. Você que cresceu comigo, me viu cair e me machucar inúmeras vezes,  que me acompanhou nas histórias mais malucas da minha vida sendo algumas delas inconsequentes, malucas e impróprias para contarmos aos nossos filhos. Você que eu chamo de insuportável, mas no fim do dia sempre me preocupo por onde andas e com quem, por ser quase uma irmã mais nova. Você que é chata demais, mas mesmo assim não me canso de lembrar de casos como a azeitona no banheiro. Você que eu conheci na escola, há muito tempo atrás, mas até hoje continua sendo minha melhor amiga, minha confidente, minha pequena. Você, aquele que neguei meus sentimentos até que isso fosse possível enquanto todos tentavam me convencer de que era real, nerd. Você que aguentou meus dramas e escutou meus xingamentos quando fomos deixadas para trás no nosso último open bar. Você que insiste em me lembrar que sua camiseta é branca filha da puta.

Você que fora meu primeiro a único amor, por quem viajaria quantas horas fossem necessárias e poder te ter por perto. Você que conheci quando era criança, que segurou minhas lágrimas até o fim, que me fez caminhar quando o cansaço insistia em querer me deixar para trás, literalmente. Você que me levou até o outro lado de São Paulo, na tentativa falha de ver uma de suas bandas preferidas, que nunca esquece de me mandar um bom dia.  Vocês, meninas, que me ajudam a fazer aquilo que gosto, que é escrever, e ainda por cima entendem toda essa confusão aqui dentro. Você que se tornou um dos meus melhores amigos, mesmo que a distância quisesse que fosse o contrário.

Pela primeira vez não consegui escrever um texto único. Cheio de vírgulas e deixar por entender. Talvez essa seja a última vez que digo que te amo, com todas as letras e todas as forças. Provavelmente seja a primeira vez, também. Mas quero que você entenda, que é real. 



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