27 de jun de 2013

Amor barato



Tantas foram as vezes que deram errado que as vezes fico na dúvida se algumas delas talvez não fosse a certa. Como se eu acordasse todas as manhãs e tivesse que repetir no espelho três vezes e algo melhor está por vir, para que eu pudesse acreditar nessas palavras, para que elas se transformassem numa verdade minha.

De todos aqueles que partiram, poucos conseguiram levar consigo uma pequena parte de mim. Muitas das vezes era apenas meu drama diário e uma desculpa para comer uma barra de chocolate a mais em baixo dos cobertores assistindo uma boa comédia romântica. E lá se vai minha mais nova decepção, passeando pelas esquinas como se não tivesse levado consigo uma partezinha pequena de mim. Pelo menos era o que eu pensava.

Dessa vez terminou, as cortinas se fecharam e o teatro finalmente chegou ao fim. Uma salva de palmas mais uma vez para a grande estrela da noite que se deixou levar por palavras de afeto. Ele foi e eu me obriguei a ser feliz, uma mentira deslavada na verdade, porque eu já era feliz antes dele aparecer e me bagunçar inteira.

A gente se ajeita, se arruma e descobre que nascemos inteiros. Começamos a caminhar sozinhos sem aquela falsa esperança de que tem alguém nos esperando em cada esquina. E aí quando estamos reorganizados... Bom, o que seria da vida sem um pouco de drama e uma dose extra de amores baratos?