16 de jun de 2013

Sem olhar para trás



As coisas as vezes tendem a desandar completamente. Fazem seu coração remexer dentro do peito e te obriga a segurar as lágrimas e seguir em frente, porque o tempo vai continuar passando e não vai te esperar completar essa recuperação.

Nessas idas e vindas da vida, me peguei dirigindo sem rumo nem direção. Segurando o suspiro dentro dos pulmões. Liguei o som no último volume, você sabe que eu sempre gostei de cantar e expor em forma de música alheia tudo aquilo que me afoga internamente. Afastei você do pensamento e cantei as músicas junto com o rádio. Lembrei de coisas engraçadas que aconteceram e por um segundo sorri.

Até que o locutor anuncia a próxima música, maldito. Não era a nossa música, tomei bastante cuidado ao escolher uma radio que nunca a tocaria. Mas era aquela que eu queria cantar pra você, do meu jeitinho que você tanto gostava. Parei o carro na primeira esquina que encontrei, desliguei o motor e me deixei levar. Com as mãos grudadas ao volante, meu coração acelerava a cada nota, meus pulmões sentiam a necessidade  de esvair o o oxigênio de forma mais rápida me deixando com falta de ar.

Achei que já tinha conseguido te deixar para trás, ou pelo menos ali no cantinho. Essa dependência de você já foi longe demais. Onde encontrar a cura para o amor? A música terminou. Depois de um tempo fui recobrando os sentidos, deixando meu cérebro tomar o seu devido lugar. Mas uma vez peguei o celular e tive aquele fio de esperança que tivesse uma ligação perdida sua enquanto eu estava em transe.

Joguei o celular no banco ao lado e dirigi até o bar mais próximo. Acendi um cigarro e me lembrei de que já tinha parado de fumar uma vez, por você. Flertei abertamente com o cara na cadeira ao lado. Tinha que meter na cabeça que o certo era seguir em frente. Garçom, desce a bebida mais forte.