3 de jul de 2013

Quebrando tabus - diversidade de preconceitos




Então as garotas que dividem um sonho comigo viraram e falaram, vamos falar de preconceito, no começo pensei, o que afinal vou falar? São tantas maneiras de preconceito que fica complicado focar em um. 

Hoje em dia a sociedade se diz moderna, mas a primeira coisa fora do comum já gera um olhar preconceituoso. Não sou negra, não namoro uma mulher, não tenho tatuagens visíveis, não sou adotada, não tenho deficiência física ou mental e até tomei o cuidado de fazer meus dreads discretamente. E quem disse que sou normal ? É no termo "normal" que começa o preconceito, porque não seria normal se tivesse essas coisas ? 


As pessoas enchem a boca para dizer que tem a mente aberta, mas tomam o cuidado de não sentar ao lado do cara que não tem uma perna no metrô, olham diferente para aquela mãe japonesa com seu filho negro nos braços. Porque sim, até hoje, crianças adotadas sofrem preconceito.




Não se trata só dos casais gays que são brutalmente marginalizados nas ruas e impedidos até se ter uma família. Todo ser humano hoje pode ser visto de uma forma preconceituosa por outro. Seja preto, branco, gay, deficiente, adotado, tatuado, aleijado, albino ou o raio que o parta. Chamem de bullying, de preconceito, de racismo, do que for, eu chamo de burrice! 




Me perdoem mas alguém que não consegue aceitar que aquelas duas garotas de mãos dadas se amam tanto quanto qualquer outro casal, não consegue ver que aquela mãe japonesa ama tanto seu filho quanto qualquer outra mãe, que aquele cego de aliança no metrô pode e é tão normal quanto você. Enfim, qualquer pessoa que não consegue entender que não existe gente normal ou anormal, todos nós somos diferentes, e não entender isso pra mim é pura burrice.



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