7 de ago de 2013

Aquelas férias


Parecia errado, sabe, meio fora de contexto, que com todo aquele céu e mar a única coisa que eu conseguia pensar era na falta que eu sentia de você. Não fazia frio, nem calor. A brisa batia sobre meu rosto e bagunçava meus cabelos, e as ondas do mar iam e vinham tocando meus pés. Apenas suspirei. Um suspiro nostálgico e melancólico. Essa paisagem antigamente me fazia perder o fôlego, mas sem você, era apenas o refúgio das lembranças daquelas férias de outros tempos, em outra vida.

Vinha procurar conchinhas para me distrair quando a gente brigava, e você subia o morro para olhar o mar bater nas pedras. Cedo ou tarde a gente se encontraria por ali, e tudo estaria bem. Bem, como sempre foi pra gente. Não era bom e nem ruim, não tínhamos uma definição para o que éramos e nem sobre o que sentíamos, apenas deixávamos rolar. Mas aquilo era mais intenso do que achamos, não pudemos controlar, e nos perdemos. Um contra o outro.

Hoje eu só tenho saudade. Saudade de olhar o mar com você e dos planos que a gente não tinha. Saudade do seu beijo e do seu abraço. Saudade do som da sua voz, me ensinando o que era isso ou aquilo, me inventando um novo apelido idiota, ou contando qualquer lorota pra me botar medo. Caramba, eu sinto saudade até das nossas brigas!

Hoje eu vivo em paz. Mas essa paz, essa paz sem você pra me abraçar, sem a sua inconstância e suas incertezas, sem o som da sua voz, não é paz, é solidão. É o eco de tudo que eu queria te dizer, mas não disse. De tudo que disse demais. De você me dizendo que era cedo demais. É o medo de que agora seja tarde demais. 



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