20 de ago de 2013

Destino


Me despedi dele como se fosse a última vez que eu o veria. Não sei como, mas eu sabia que tudo seria diferente daquele ponto em diante. Ele nunca me pertenceu, nem eu a ele, apesar de nos confundirmos sobre isso em uma das muitas vezes em que nossos destinos se cruzaram. E sempre foi assim, destinos que se cruzam apenas, mas não são os mesmos.

Ele segurou minha mão e eu deixei. Deixei porque aquilo era muito mais do que um carinho, era a confirmação de que todos os erros e as magoas tinham ficado para trás. E eu gostava dele e ele gostava de mim. Gostávamos como amigos, como parceiros de crime, como alguém que simplesmente se quer bem. Mas não era amor, desses de casal, era feito de sonhos, de compromissos e obrigações não.

E nós sonhávamos, sonhávamos muito, sonhávamos longe. Tínhamos os mesmos sonhos, mas não tínhamos o mesmo destino. E assim ele se foi, deixando apenas a doçura de seu olhar na minha lembrança. Ele me abraçou e eu o abracei de volta. Era um abraço bom, forte, desses que a gente não quer ser o primeiro a largar. Senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, não era de tristeza, nem de felicidade. 

E eu tive que soltar o abraço, porque se eu não o deixasse naquele momento, eu não o deixaria mais. E o destino cedo ou tarde faria sua função de nos afastar novamente. Eu não podia mais lutar contra isso, então fingi ter o controle nas minhas mãos e apenas parti, como tinha que ser.



Um comentário:

  1. Nossa que texto mais lindo. Com certeza me deu vontade de chorar !!!

    Seguindo liinda... Da uma passadinha, e se gostar segue ?
    http://devaneiosde-umasonhadora.blogspot.com.br/

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Comentários