26 de ago de 2013

Meus excessos




 
É claro que eu já deveria ter me acostumado com isso, não sua ausência e mas o que ela me causa. Mas são raras as vezes que você me deixa esquecer. É como a última folha da ponta da árvore que cai o começo do outono, ela sabe que só vai voltar a florescer na primavera mas não significa que ela tenha se acostumado com o fato de não haver mais folhas.
 
É engraçado que a gente sabe o que vem depois, eu tento seguir minha vida daqui e você vai seguindo a sua dai, até que essa coisa que custamos a aceitar mexa seus pauzinhos e faça a gente se encontrar de novo. Numa música, numa letra, num texto, numa frase, numa lembrança, numa saudade. Mas posso dizer que ainda não consegui me acostumar com tudo isso, mesmo sabendo que essa história tá longe de um ponto final e as coisas aqui dentro do meu peito vão continuar sendo as mesmas é esse receio de que dessa vez você não volte.
 
É esse medo de que você não esteja na minha próxima formatura, no aniversário de casamento dos meus avós ou simplesmente naquela ligação na madrugada. Dizem que só damos valor as coisas depois que as perdemos, mas não consigo, eu não quero ter que te perder de vez para dar valor àquilo que nós tínhamos.
 
Te peço para perdoar o excesso de drama e o pouco jeito com as palavras, é que quando se trata de você eu consigo me atropelar nas coisas que nunca consegui dizer e fico aqui na esperança de que tenha entendido. Peço desculpas pela saudade, é que não cabe mais aqui no peito. Perdoa pelos textos longos com palavras curtas, mas preciso deles para conseguir descrever aquilo que custei a aceitar. Desculpa por esse excesso de amor, talvez eu ame demais, talvez realmente não saiba o que é amar.


 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários