30 de ago de 2013

Mudando o assunto


Hoje eu não quero falar de amor. Nem de desamor, nem de saudade ou seja lá o que for. Admito, esse é o grande tema de minha vida, e o grande mistério também. Não entendo como funciona esse mecanismo tão subjetivo e cheio de variáveis que é o amor. Já li mil textos, obtive mil explicações, argumentos, mesmo vivências, e ainda assim fica esse ponto de interrogação bem no meio das minhas frases, essas reticências descontextualizadas, essas aspas não justificadas.

Da gramática eu entendo. Eu entendo de poesia e de tintura pra cabelo. Entendo minha cachorra e minha tartaruga, sei o que elas querem e quando querem mesmo que elas não tenham a capacidade de dizer uma única palavra. E eu as amo, assim como são, mesmo sem entender o por quê. Mesmo sem entender o que é esse dito cujo do amor.

Não dá pra não falar de amor. Posso continuar tentando mudar o assunto, ele sempre brota ali, do nada, de tudo. No meio de minhas frases interrompidas pelo meu pensamento que viaja e chega até o meu amor. Deixei partir o meu amor, e foi bom assim. Isso não significa que ele não more mais em mim. Ele continua aqui, firme e esperançoso, querendo encontrar aquilo que causa tanta saudade.

Não dá pra falar de amor sem falar de saudade. Não quando tudo me leva de volta a lembrança do seu abraço e de nosso laço, que virou nó e depois se desfez, se perdendo no esmo dessa vida corriqueira. Me lembro nitidamente do seu sorriso e saudade é só o que eu sinto.

Não tem mais mágoa, nem dor. Se era mesmo amor? Eu não sei. O que eu sei, é que agora é só saudade.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários