30 de set de 2013

Bem ou mal


No fundo, eu sei que era melhor com ele. Sei que era muito pior com ele também. Acho que ainda não aprendi a usar direito essa tal de liberdade. Mas eu me libertei. Eu vejo seu nome e sua foto e não procuro mais qualquer desculpa idiota para te piscar. Não entro mais no seu perfil na procura desesperada por alguma novidade sua. Não tenho seu telefone nos meus favoritos. 

Eu segui em frente, sabe? Mas talvez ainda não esteja distante o suficiente daquele velho e gasto sentimento que eu nutria pelas raspas e restos que ele deixava para mim. Ele me deixava de lado, e tudo que eu queria era estar a seu lado. Do meu lado mesmo, não havia ninguém. Quando me dei conta disso, bom, eu tive que dar um jeito de me contentar com a minha solidão. Sem suas raspas e restos. 

Ele partiu meu coração e se feriu com os cacos. E o que eu poderia fazer? Se não obedecer seus apelos para que eu deixasse de vez a sua vida? E eu deixei. Deixei sabendo que dessa  vez não voltaria. Frustrei todas as suas expectavas e desperdicei todas as vezes que o perdoei. O tempo há de curar, me disseram. Me disseram que eu vou ficar bem. Bem eu estou, só sinto sua falta. E continuo argumentando pra mim mesma os prós e contras de voltar, uma hora eu acabo me convencendo...


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