14 de nov de 2013

Apenas mais um sobre orgulho



Hoje eu pensei em te escrever. Acordei cedo, sol escaldante e pensei em você. Assim, do nada. Lavei meu carro, penteei meu cabelo, troquei de roupa. Continuei pensando em você. Fiz minha maquiagem, fui pra rua, tirei fotos, encontrei amigos mas ainda assim pensei em você.

É difícil entender o que realmente aconteceu. Quando dei por mim já tinha partido e você havia desistido de me pedir para ficar. Posso ser toda errada, mas me sentia certa e inteira quanto estava contigo. Você diz que eu não tentei levar isso adiante, eu discordo. Eu tentei, claro que tentei. Tentei do meu jeito, todo errado. Embora sua namorada atual pense o contrário disso.

Você seguiu em frente sem olhar para trás, para mim, e não tem ideia de como fico feliz por isso. Sou uma eterna romântica que sorri ao ver a felicidade daqueles que eu amo. Mas você foi, rasgou o número do meu telefone, apagou-o de sua memória mental, rasgou a primeira página daquele livro que eu te dei de aniversário, apagou nossas mensagens. E eu fiquei aqui, acumulando saudade.

Peço desculpas se o amor que eu tinha para oferecer não era o amor que você precisava. Desculpa pelas palavras não ditas, pelas noites de insônia, pelo aperto no peito. Desculpa pelas lembranças acumuladas, pela saudade, por essas palavras. Desculpa pelo meu jeito estranho de amar, pela minha confusão mental, pela minha grosseria. Não teria feito diferente do que fiz, mas pediria para você ficar mais.

Eu te amei garota. E te amei do jeito mais sincero que alguém pode ser amado. Te amei o suficiente para te querer na minha vida, para fazer drama, para ser arrogante, para ser como eu realmente sou. Meu amor não era suficiente, mas era real. Te amei o suficiente para te chamar de amiga, coisa rara hoje em dia. Te amei o suficiente para engolir duas doses do meu orgulho essa manhã e te dizer que eu estava com saudades. 



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