5 de nov de 2013

Maldito capitalismo social

-party all day-




Hoje em dia as pessoas andam como carcaças, vazias e sem conteúdo. São praticamente programadas para serem felizes, ou fingirem que são. Sei que até o final deste você vai pensar “meu Deus, que menina careta” sou obrigada a admitir, quando se trata disso sou careta mesmo.

Vejo por ai o pessoal da minha idade implorando pelo final de semana, mas para que? Para se entupir de álcool, fazer besteiras e não lembrar do que aconteceu. Para sair num dia, voltar no outro, ouvir músicas que você não gosta, sair com gente que só está ao seu lado porque você tem status social. Conhecer pessoas, beijar vários, esquecer os nomes. Acordar cedo no outro dia? Nem pensar, tem que descansar bastante porque tem balada no sábado também, e no domingo.

Não vou generalizar, tem pessoas que pensam como eu e são tachadas de velhas, preguiçosas, ociosas e principalmente: caretas. Não sou careta. Tenho 21, sou tatuada, tenho piercings, gosto do bom e velho rock’n roll e cerveja extremamente gelada, só não entendo como a humanidade tende a ficar cada vez menos inteligente. Preguiçosa? Sim, muito. Tenho preguiça das pessoas e suas mesmices. Comprar coisas que você não precisa, ir a lugares por status, consumir, consumir, consumir. Maldito capitalismo.

Saem de casa com seus smartphones, com internet, contato rápido com o mundo ao redor. Estão rodeados de amigos, mas sempre online. Tecnologia que afasta quem tá perto e aproxima quem tá longe. Não sou hipócrita de dizer que sou diferente. Tô sempre online também, tenho melhores amigos que estão longe e quero-os mais perto. Mas calmae galera vamos aprender a viver fora desse mundinho?

Saio de casa quando eu quero, não porque sou obrigada a viver como todo mundo. Vou para lugares onde meu gosto musical vai ser agradado, do contrário só vou para encontrar alguém que me faz bem, que me faz falta. Tomar um porre, as vezes, é engraçado também. Mas não tornar isso um hábito é essencial.

Viver porque se tem vontade. Ir a um show sozinho, ler os livros que quer ler, assistir filmes, adquirir cultura. Alô galera, o mundo já deixou de ser só status há muito tempo. Mas como já dizia Friedrich Nietzsche "O esforço dos filósofos tende a compreender o que os contemporâneos se contentam em viver".