alcool

Pena

12:43



Esse texto esta cheio de lagrimas, cigarros, álcool, café e pena.

Pena, sim, infelizmente pena. Este que sempre foi o sentimento que guardei ara as pessoas desprezíveis, para aqueles que eu não via saída, para aqueles que me enojam. Te amo, e isso é fato, fato consumado como a celebre e clichê frase de que o amor é cego. Amor, vence qualquer barreira. Mentira, as pessoas se enganam, e Narciso acha feio o que não é espelho, se a pessoa em questão não quiser, querido, não há no mundo Romeu de Julieta, ou Jack do Titanic que farão essa anta sentimental despertar de suas ilusões doentias.

Conheci uma pessoa que ousou falar do amor como algo doente, inseguro e exigente, tantos adjetivos vazios para algo que até hoje o mais esplêndido poeta ou escritor soube não exprimir em palavras. Sempre me perguntei se no mundo havia alguém capaz de não saber amar de forma alguma, sempre me perguntei se existia alguém no mundo cego o suficiente para não enxergar a verdade latente vindo contra tuas mentiras sinceras pra si mesmo, sempre me perguntei se alguém conseguiria seguir os passos da rainha má e trancar seu coração em um cofre sem chave ou com a senha esquecida junto do amor próprio. Aliás cuidado com isso, amor próprio também pode ser confundido com razão ou coerência, quando se chega a um estado doentio onde sua realidade não coincide com a do mundo, muitas vezes você não é especial por isso, e sim um câncer a humanidade, uma pedra no caminho do mundo impedindo e desviando pessoas que queriam de fato amar. 

Sabe a frase se tua estrela não brilha não tente apagar a minha, pois é, pense sempre nisso quando pensar que já viveu o bastante, que conhece a verdade, a morte não é um mau, é o merecido descanso aqueles que já viveram e aprenderam tudo o que deveriam, e se ainda estas vivo meu bem, não ache que es o dono da razão, é que alguma coisa ainda tens a aprender, a morte também vem aos covardes, de forma forçada, aqueles que não tem culhão, pachorra ou coragem de enfrentar a vida como ela é. 

E por falar em forçada vamos falar sobre a forma errada de amar - sim, ela existe - é quando não há ainda amor no ar, é quando se confunde paixão com amor, é quando se força algo ainda inexistente, é quando se sufoca, é como plantar uma arvore em meio ao concreto, ela pode até crescer, mas seus frutos, se nascerem, não serão tão saborosos, essa arvore terá uma existência, isso não é forma de viver, não é forma de amar, isso não passa perto de amor, pelo contrario, o amor próprio quando vê arvores assim se enche de pena pela pobre e miserável vida sem raízes de arvores assim.

Viva, não exista. Sou apaixonado por personagens secundários de filmes e tem uma em especial que diz ao Marlin: É uma promessa estranha não deixar nada acontecer a ele, se você não deixar nada acontecer, nada vai acontecer, isso não seria legal pro Nemo. Erros, problemas, vilões e pessoas ruins ou imbecis estão ai pelo mundo e não tem como fugir delas, não é quantas vezes você cai que te define, é quantas vezes você aguenta levantar. E você terá ajuda de amigos e entes queridos ou até mesmo de desconhecidos caso precise, mas se você precisar porque se você mesmo se afundar, ninguém poderá fazer algo por ti. 

Não force, não cobre, não sufoque. Viva, com altos e baixos, não com um ou com outro. A felicidade pode estar morando ao lado, mas você esta olhando a grama do vizinho e deixando o momento passar, aquele momento que você esta sonhando em ter, aquele que era pra ser seu. Deprimente é a palavra, não depressiva.


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