amor

Por onde andei - Exposição Cazuza Mostra Sua Cara

12:09



Transformador de amor em poesia. Revolta em verso. Seu descontentamento em música. Música essa que inspiram pessoas até hoje, mesmo depois de quase 25 anos ausente. Agenor de Miranda Araújo Neto, inspirador e inspirado. Um amante que continua sendo amado. Um dos pilares da música brasileira, a boa. Cazuza, ah Cazuza!

Cazuza nasceu em 1958. Inspirado inicialmente por Cartola, Dolores Duran e Maysa. Fã de Rita Lee. Um carioca que cresceu ao lado de grandes nomes da música nacional, como Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa. Conheceu a música de Janis Joplin, Led Zeplin e Rolling Stones. Virou boêmio depois de abandonar a faculdade de comunicação em 1976. Foi estudar na Califórnia, descobriu a literatura da Geração Beat*, os chamados poetas malditos. Voltou para o Rio, entrou para um grupo de teatro, foi indicado por Leo Jaime aos vocais da banda independente que se formava no bairro do Rio Comprido, o Barão Vermelho.

Depois do segundo álbum gravado em estúdio foi apontado por Caetano Veloso como o maior poeta da geração. Apresentou-se no primeiro Rock'n Rio, viu Tancredo Neves subir aos palanques como presidente da república e o fim da ditadura militar, comemorou os fatos cantando "Pro Dia Nascer Feliz". Segui carreira solo em 1985 com o intuito de poder se expressar mais. Teve uma música censurada (Só as mães são felizes). Foi declarado soropositivo em 1987 e assumiu publicamente em 1989. Recebeu o prêmio de melhor canção (Brasil) e melhor álbum (Ideologia) numa cadeira de rodas. 

Gravou o disco Burguesia como um último grito de expressão. Aos 32 anos morre por um choque séptico causado pela AIDS. Foi enterrado no cemitério de São João Batista (RJ). Sobre o tampo de mármore aparecem apenas seu codinome, 1958-1990, "O Tempo Não Para". Mas deixou a música, deixou a arte, deixou um pedaço de sua vida, um grande pedaço por sinal. Deixou lembranças, deixou saudade, deixou letras irresistíveis, deixou um legado, deixou uma esperança. 

Na semana passada fui conferir a exposição Cazuza Mostra a Sua Cara que acontece no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. A exposição mostra o lado cantor, o lado poeta, o lado humano. A exposição conta com sete salas, objetos históricos que arrepiam a espinha além de muita criatividade. Separei as melhores fotos para postar aqui no blog, já adianto que vale a visita.



(Where's Wally?)






(Sala "Cante com o Cazuza")

(Quem nunca quis ouvir a voz do ídolo saindo de um telefone?)


















(Você tem exatamente três mil horas pra parar de me beijar)













A exposição acontece até dia 23 de fevereiro e o Museu da Língua Portuguesa fica ao lado da estação Luz. Se você consegui chegar até as 17h pode tirar uma foto como essa última ai em cima com uma das frases dos inúmeros poemas desse mestre da música brasileira. 

Tem algum lugar de São Paulo que você tem vontade de conhecer? Conta pra gente!














*conhecido, posteriormente, como o embrião do movimento hippie

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