29 de jan de 2014

Proibido pra mim



Não sei se você leu a poesia que eu escrevi, e mesmo que tenha lido, não sei que diferença faria. Você apenas me disse que logo logo sairia da minha cabeça, mas não saiu. E o que é que eu faço agora? Se o que era pra ser só mais um desses casos de uma noite virou meu mundo e minhas certezas de cabeça para baixo? Como pode meu próprio coração me pregar uma peça dessas e abrir uma exceção? E se isso não bastasse, tinha que ser alguém proibido pra mim (no way!)

É que talvez você não saiba que eu não sou do tipo de pessoa que tem o coração e a cabeça no lugar. E agora vou ficar te mandando mensagem dia sim dia não, só pra você não enjoar e nem esquecer de mim. Agora eu vou ouvir as músicas da sua banda favorita o dia todo só para me sentir mais próxima de você. Eu vou fingir que não estou nem aí, que nada aconteceu, nem nada mudou entre a gente.

Você pode até tentar se convencer de que pra mim não se passa de um capricho ou um passatempo, mas no fundo, você também sabe que não é. Assim como eu também sei que pra você foi bem mais do que mera fantasia. Algo tão real que fica difícil até de encarar.

Nós temos medo de encarar o que é real e intenso. Preferimos fantasiar e iludir, fingir que está tudo bem como está. Preferimos o que está morno do que está pelando, porque o morno vai ser sempre morno, e o quente pode queimar ou entrar em ebulição e sumir pelos ares. Por isso estamos sempre esfriando nossos corações e nos acomodando no que é razoavelmente bom. Mesmo sabendo que podemos ser mais...