amor

30 minutos ou uma eternidade?

14:44



Hoje, daqui à, exatamente, trinta minutos e quarenta e dois segundos se completa uma semana exata que eu decidi que iria partir. Sim, me julgue por estar escrevendo mais um texto clichê sobre pessoas partindo e pessoas partindo corações. Principalmente porque depois da última vez, jurei que aquela vez era oficial, havia escrito tudo o que eu tinha guardado dentro de mim sobre você. E olha quem está de volta, bem no meio de uma madrugada com insônia. 

Percebi que ainda existiam vestígios seus dentro de mim que poderiam ser transformados em palavras o dia em que me encontrei olhando para o celular e derramando uma lágrima atrás da outra. Estava tocando uma música mas não me lembro exatamente de qual era. Acho que eu estava muito afundada dentro das lembranças que tenho do seu cabelo preto bagunçado pra poder me concentrar em qualquer outra coisa que fosse.

Você se lembra quando falei que você precisava parar de se preocupar tanto em seguir o caminho certo e deveria começar a se perder um pouco dentre os outros milhares de caminhos? Queria te perguntar quando é que você vai seguir esse conselho. 

Acho que se chegou ao ponto de, mesmo gostando de você com todas as forças, ter preferido ir embora pra não me magoar mais, as coisas não estavam mesmo indo bem. Mas não tenho certeza se algum dia elas foram. Apesar disso, precisava te agradecer por algumas coisas e acho melhor listá-las pra não me enrolar nas minhas próprias palavras.

Durante toda a minha vida, passei me preocupando com tudo e todas as pessoas que, mesmo que por coincidência, apareciam pra mim. Me preocupando se aquela era a pessoa certa. Se aqueles eram os tempos certos. Se aquela era a melhor coisa a se fazer. Se era realmente aquilo que eu sentia. Se eu não estava confundindo amizade com amor. Se eu não estava apressando as coisas. Se eu iria magoar alguém. Se eu seria magoada de novo... Então eu conheci um cara. Um cara que mora no segundo andar e que mudou tudo isso. Um cara que fez com que eu me divertisse tanto a ponto de doer. Doer as bochechas de tanto rir. Todos que passaram pelo meu coração me fizeram a mesma promessa, "eu vou tirar esse seu medo e essa sua neura com sentimentos e relacionamentos". Nenhum conseguiu cumprir. E então você, sem nenhuma promessa, resolveu tudo. 

Acho que, na verdade, a vida é que é uma promessa. 

Todas as minhas dúvidas e incertezas também desapareceram quando você chegou. Aliás, gostaria de parabenizar você por ter sido o único cara por quem me apaixonei de verdade e não duvidei por nem um minuto disso. 

Dizem que o amor é um sentimento muito complexo, completo e variado. Quando alguém pensa em amar. Pensa em amar um namorado, um pai, uma mãe, um irmão ou um amigo. E só. E será que o amor não é algo infinito demais pra se limitar em tão poucas categorias? Quero dizer, talvez existam milhares de formas de amar uma pessoa. Então acho que eu possa te amar. Mas um amor diferente. Um amor que eu não consigo explicar e nem rotular. Talvez eu ame o que tivemos e o que você significou pra mim. Talvez seja isso. Sim, talvez.

Mas amar... Amar não tem a ver com estar junto. Amar tem a ver com nunca esquecer. E eu, com certeza, nunca esquecerei por nem um minuto de você. 

Ah, por falar em minutos, agora faltam vinte e oito minutos para que uma semana se complete. E uma eternidade para que isso acabe. Não isso de ficar sem falar com você, mas sim isso de ter um pedaço de você dentro de mim, mesmo que eu nunca tenha guardado nada seu, você insistiu em deixar algo de você em mim. Um pedaço do seu coração, talvez.


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