sexo

A verdadeira história da Dama e o Vagabundo

19:18




Nunca uma dessas pessoas que se entrega ao corpo, sou mais uma poeta desanimado que ainda acredita no sentimento. Acredito nas palavras, no amor, no carinho em público, na casa grande cheia de crianças e todos aqueles clichês de cinema que todo mundo gosta. Eu acreditava realmente que poderia amar alguém pelo que a pessoa é e não por aquilo que aparentava ser. Eu acreditava em tudo isso até você aparecer.

Quando te olhei pelo canto dos olhos, naquela mesa de bar rodeado de amigos e cerveja, te achei a pessoa mais incompleta e normal do mundo. Normal por conta da sua fala, das suas atitudes e da sua arrogância ao falar das pessoas que estavam ao seu redor, principalmente as mulheres. Eu vi em você todo aquele adolescente inseguro que acaba se tornando a pessoa mais conhecida do colégio e também a pessoa mais mesquinha e hipócrita que qualquer um poderia conhecer como uma forma de manter afastada toda aquela insegurança que te cerca.

Você caminhou em minha direção e ofereceu um beijo em troca do meu telefone. Nada sútil e completamente previsível da sua parte. Eu apenas me levantei e caminhei em direção a porta, minha amiga tinha conseguido desaparecer nos braços de um estranho e eu não estava com vontade de fazer o mesmo. Aquela noite não. Você puxou meu braço e disse que eu ficava linda com aquele beicinho de gente emburrada. Maldito beicinho, pensei. Mais uma vez você foi completamente previsível. Mas agora eu já notava a curva dos seus ombros largos e uma parte da sua cueca vermelha que insistia em fugir um pouquinho da sua calça jeans.

Não sei exatamente em qual momento eu perdi completamente os sentidos de garota apaixonada e me tornei uma daquelas que você está acostumado a levar para casa. Não me lembro se foi entre seu sorriso perfeito ou quando você passou as costas da mão no meu rosto gélido. Não sei se foram suas palavras, suas atitudes machistas ou o jeito que me instigou sexualmente. Porque quando me dei conta eu já estava completamente instigada a te levar para a cama mais próxima e fazer você implorar pelo meu corpo nu em baixo do seu. 

Me entreguei quando sua mão passou pela minha nuca e apertou com força aqueles fiozinhos de cabelo pequenos e frágeis atrás da minha cabeça. Foi uma dor aguda e extremamente prazerosa. Foi ai que desisti de todo o conceito de menina moça. Se não fosse pela platéia do bar, pelos seus amigos que não paravam de nos encarar eu teria tirado sua roupa naquela mesa. Não pensava em mais nada além do seu corpo sobre o meu, sua boca sobre a minha e sua respiração acelerada sobre meus ouvidos frágeis.

Não sei se foi o jeito que passou a mão pelas minhas coxas ou em como toda sua previsibilidade foi embora assim que parou de jogar palavras ao vento. Mas eu não tinha mas nenhum pudor, nenhum anseio e estava completamente domada pelo desejo. Puxei seu ouvido perto dos meus lábios e sussurrei que te queria naquele momento, naquele lugar. Você me agarrou pela cintura, me colocou no primeiro táxi que apareceu e eu juro que me segurei imensamente para não fazer do taxista testemunha da maior falta de pudor da história do sexo.

De manhã coloquei minha calcinha dentro da bolsa e segurei os sapatos entre os dedos. Sai de fininho do quarto do hotel e não me preocupei em deixar um bilhete com o número do meu telefone. Posso ser uma daquelas garotas que acredita no romance de cinema e todas aquelas coisas que todas as garotas um dia já acreditavam. Mas o fato é que se toda patricinha adora um vagabundo tenha certeza de que toda garota romântica precisa de um.




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2 comentários

  1. Genteeee que texto maravilhoso é esse?
    Adorei muito bom está de parabéns!!!


    Beijos Tati
    Depois Do Domingo

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    Respostas
    1. Muito obrigada Thatiane pelo carinho. Seja bem vinda ao Idealiizar =)

      <3

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