17 de abr de 2014

Quando eu e você nos tornamos nós


Queria dizer a você que talvez eu tenha conseguido descobrir meu maior problema sobre os relacionamentos. O porque não consigo me dar bem em nenhum deles. Não é por falta de tentativa e nem um coração congelado no peito - nem tanto. Mas eu descobri que não gosto de pensar que estou num compromisso. O fato de ser de alguém me assusta. Seja ser bem pouquinho ou bem bastante. Só de ter que se doar para alguém, pensar que estou com alguém e que tenho um alguém me deixa completamente insegura. Como uma garotinha de seis anos que cria coragem para enfrentar o escorregador mais alto do playground.

Eu queria dizer que gosto de você. Gosto do jeito que você diz que sou sua e de como segura minha mão quando estamos em público. Eu gosto das nossas conversas e do jeito como seus amigos dizem que ficamos bem juntos. Mas é esse maldito título que me sufoca e me deixa com um mar de insegurança dentro do peito. Eu nunca fui verdadeiramente o alguém de outro alguém. Sempre que esse tipo de conversa surgia entre eu e meus quase relacionamentos acabava me esquivando como uma enguia em busca de liberdade. Porque no fundo eu nunca gostei de redes.

Aprendi a aderir ao sexo sem compromisso e todas aquelas coisas que todo bom solteiro precisa saber. Mas isso não quer dizer que eu não sinto falta do abraço apertado no fim do dia e um beijo na testa antes de dormir. Pode parecer bem infantil vindo de uma garota da minha idade mas no fundo todos queremos ser amados. O problema é quando ele desejo vem coberto por uma camada extra de medo acompanhado por uma dose exagerada de insegurança. É como se, quando os dois estão juntos mas sem nenhum título, as coisas são mais fáceis. A partir do momento que eles viram um CASAL, tem um RELACIONAMENTO e são NAMORADOS um do outro é que a coisa começa a ficar séria.

Não que eu seja contra. Acho válido todo e qualquer tipo de relacionamento - desde que eu não esteja nele. Porque acabo trazendo a tona a pior parte de mim e que não vai me levar a lugar algum. Eu acabo ficando preocupada com meu cabelo, minhas unhas e toda aquela coisa de menininha apaixonada. Eu prefiro a outra parte. A de estar junto, agarradinho, assistindo qualquer programa na TV e esperando o jantar ser entregue. Desde que não esteja acompanhado dessa bendita que tende a me atormentar a cada ex qualquer coisa que passe pela minha vida.

Eu espero que dessa vez seja diferente. De verdade. Vou segurar um pouco todo esse sentimento perdido aqui dentro de mim enquanto você vai se arrumando dai. Não vamos ser nada um do outro, por enquanto. Seremos eu e você juntos, apenas isso. Vamos continuar dividindo a pipoca no cinema e a garrafa d'água no parque. Vamos dizer que gostamos um do outro, mas só se isso for verdade. Vamos nos construir assim, aos pouquinhos, porque tudo que chega de repente acaba me assustando e me fazendo partir - mesmo que eu não queira. Vamos ser o que quisermos, porque o nome não importa. E quando estivermos prontos para ser algo a mais, quem é que liga afinal?


2 comentários:

  1. Oi Tay! Essa é a primeira vez que entro no seu blog, e adorei! Gostei muito do seu texto, ele ficou bem legal! Já estou te seguindo! Bjus :**

    http://mar-de-ideia.blogspot.com.br/

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    1. Muito obrigada! Fico feliz que tenha gostado.

      Seja super bem vinda ao blog =D

      beijos <3

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Comentários