12 de ago de 2014

O Ruivo

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Disse Jane Austen, certa vez, sobre não ser o tempo que determina o nível de intimidade entre as pessoas, mas sim a determinação.

Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem, e sete dias são mais que suficientes para outras.”
A cada vez que começamos uma nova história com, na maioria das vezes, um amor envolvido, é como se uma nova questão existencial entrasse em inquérito em nossas vidas.

Então, reforçando os pensamentos de Austen, entro na questão existencial da própria existência. Pelo menos, da sua existência ligada à minha. Algumas vidas, talvez, estejam predestinadas a se manterem juntas em todas as encarnações pelas quais passam. Algumas vidas, talvez, foram feitas para se encaixar uma na outra. Talvez essa seja a explicação.

Uma vez você me perguntou sobre o que eu achava que era o amor. Garoto, eu não faço ideia do que seja esse amor que as pessoas tanto falam. Mas eu sei de uma coisa...

Você me fez querer questionar a vida. Me fez procurar respostas para as perguntas mais absurdas, mas também as mais lógicas.Me desafiou a enfrentar a realidade. Me fez entender o mundo com um outro ponto de vista. Me fez enxergar as pessoas pela fantasia ao invés da realidade. Me fez querer analisar todos os detalhes, as letras de músicas, as pinturas, as fotografias, os poemas e as poesias. Me fez querer entender cada melodia, cada sabor, cada cheiro, cada significado.

Você acredita em sinais. Eu finjo fazer blasfêmia deles. Você acredita em amor. Eu finjo que ele é só uma ilusão. Você acredita na fantasia. Eu finjo que prefiro os problemas reais. Você assume seus medos. Eu finjo não ter medo de nada. 

Você me fez querer questionar o próprio Nietzsche. Trazer luz pra escuridão de Allan Poe. Trazer lucidez a Van Gogh.

Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, os anúncios, tradados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos. Se dane o evangelho e todos os orixás.

Que se dane a existência e todas as questões existenciais.

E quando essa vida acabar, a gente se encontra na próxima.



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