contos e crônicas

Play with me? Please

13:07

 
Uma paixão tão rápida e duradoura quanto o som da campainha que te chama até mim, uma paixão que acelera o coração igual quando subo as escadas mais rápido pra poder olhar teus olhos oceânicos mais de perto, e quando chego perto... exito. Falo de bolsas, desenhos que nunca assisti e você fala a mesma língua que meu maior amor. Você diz meio que por cima que é o lado B da sua família e eu fico imaginando o quanto eu queria ser teu lado A, te elogiar todos os dias por ser quem és e me bestificar com teus novos cortes de cabelo...
 
Essa paixão foi tão rápida e sensual quanto os 3 blues que tocaram no meu celular enquanto eu voltava pra casa. Na primeira vez que te vi eu estava com uma camiseta escrita “play with me” e hoje reparo que você tem botões de controle remoto tatuados no braço. Quem sabe da próxima vez eu vou de novo com essa camiseta. Quem sabe da próxima você sorri da da ironia ou da minha tentativa de entrar nesse teu mundo. Quem sabe o azul dos teus olhos combinam com o laranja da minha barba.
 
Alguns inúmeros sentimentos e continuo sorrindo pensando no seu jeito, estou perdido num romance infantil entre o abuso e o desejo, perdido entre o toque e o olhar... O que você tem de diferente??? O que há em ti que parece faltar em mim para eu querer tanto estar com você??? Eu queria saber se a tensão sexual palpavel no ambiente que estou contigo é minha ou nossa, será que a mente engana tanto quanto o coração? 

Queria te chamar de novo pra sair, queria perguntar se há lugar na sua vida para mais uma alma perturbada, para mais uma mente confusa e se ambas poderiam vir na mesma pessoa, queria te levar ao parque, te contar meus planos, te cantar Caetano... Queria descobrir se você já foi feliz, se quer ser amado e se tem ciumes... Queria me atirar como fazia antes, mas você me trava sem querer, eu que já fui de dizer “Sim, eu estou dando em cima de você” não sei o que fazer, queria ouvir você pedindo para eu ficar, queria que a reflexão não fizesse de mim covarde e preferir o quase nada que tenho do que arriscar uma chance.  

Eu acho que foi quando passei e te vi pintando a porta, ou quando sai da loja ao lado e fui surpreendido por você vindo em minha direção, eu acho que foi o seu sorriso, ou seus olhos, ou o jeito que falou comigo, eu acho que foi o meu silencio tão raro de aparecer ou a minha provável cara de bobo observando você que me fez estremecer, eu que vivo olhando nos olhos evito os seus por vergonha de ainda não serem meus, por não ter feito nada pra te conquistar.
 
Algo minusculo dentro de mim grita para eu fugir por que você provavelmente é o problema que eu tenho sido a outros, mas é tão difícil ouvir em meio a multidão de quereres sussurrando em meu corpo, coração e alma que eu devo tentar.
 
 

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