cinema

Filme - Invencível

11:06

 


Da diretora Angelina Jolie, em “Invencível” conhecemos a extraordinária história real de Louis Zamperini (Jack O’ Connell), atleta olímpico que lutou na Segunda Guerra Mundial, ficou a deriva no mar durante 47 dias e foi capturado por soldados japoneses (Não, isso não é spoiler! Está na sinopse oficial do filme e no trailer).
Um ótimo filme, carregado de emoção, mas que não exagera no melodrama transformando – o em um “show de lágrimas”. Angelina Jolie se mostra uma ótima diretora, empregando um bom ritmo ao filme - apesar de que poderiam ser retirados uns 10 minutos do produto final -, e desenvolvendo a história com certo olhar imparcial.
 
Aqui o importante é Louis, não a definição de mocinhos ou vilões na guerra. No entanto, apesar de não apresentar os japoneses como vilões caricatos da mesma forma que “Pearl Harbor”, o problema está no desenvolvimento dos personagens secundários, que na verdade não ocorre. Principalmente o vilão Mutsuhiro Watanabe (Miyavi). Não há desenvolvimento do mesmo, e nem muito foco no personagem ou parte de sua história. Suas ações nunca são compreendidas por completo.
 
 
Os papéis de Phill (Domhnall Gleeson, Questão de Tempo) e John Fitzgerald (Garrett Hedlund, Tron: o legado) que poderiam ter suas histórias desenvolvidas para o aprimoramento da obra, também são muito mal aproveitados. Isso é triste, pois os dois são ótimos atores e segurariam uma carga dramática maior, infelizmente o desenvolvimento dos dois foi muito raso e beira a insignificância.
Jack O’Connell (Skins UK) se entrega no papel principal de forma espetacular e arrasadora. Além de ter perdido peso para interpretar o personagem, nos transmite uma personalidade muito forte e inspiradora.
 
 
Angelina, auxiliada por uma fotografia linda e vívida, utiliza ângulos de filmagem interessantes e atraentes, com uma ótima mistura de flashbacks já no início do filme. Ponto para a edição e a montagem que também me agradaram bastante. E a maquiagem que é muito bem feita. O que senti falta foi uma trilha sonora mais presente e mais bonita.
Infelizmente o roteiro revisado pelos irmãos Coen não é extraordinário, nem contém diálogos arrasadores, algumas lacunas de sagacidade, mas nada que beire o brilhantismo.
 
 
O filme poderia ter uns minutos a menos sim, porque no fim o espectador já está um pouco cansado, mas a obra como um todo não é enfadonha. Você realmente se interessa por Louis e quer descobrir o desfecho da história.
Podia ser melhor, mas é um ótimo filme, que além de inspirador nos mostra a versatilidade de Angelina Jolie que não se apóia em sua beleza, mas no seu talento. E com um excelente trabalho interpretativo de Jack O’Connell.
Emocionante na medida certa, sem abusar de dramaticidade exagerada. Aquele típico filme de guerra que você precisa ver.
 
 

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