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Filme: O doador de memórias

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O azar de “O doador de memórias” foi ter sido adaptado depois dessa leva que tivemos de distopias no cinema. Podemos ver muitas familiaridades no filme com algumas adaptações atuais, principalmente “Divergente”, viver em comunidade, o fator divergente, a separação de pessoas por características iguais, etc. Lançado na década de 90, “O doador” na verdade foi copiado por muitos livros atuais, infelizmente para as pessoas que não sabem disso parece o contrário. 

Deixando isso claro para os vários comentários que vi na internet criticando o filme por ter “copiado” outros livros vamos ao fator determinante, a adaptação em si. Não li o livro então minha opinião ficará em torno do filme como um todo, sem comparações livro X filme.

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Talvez por eu ter expectativas baixas para o filme ele acabou me agradando. Não é extraordinário, mas um bom passatempo, emocionante e com uma bela mensagem. O protagonista é Jonas (Brenton Thwaites), um garoto que vive nesta comunidade aonde as pessoas não tem emoções, são obrigadas a usar precisão de linguagem, e não possuem liberdade para escolher seu próprio futuro.

Seus empregos são selecionados pelos anciões que te observam a vida toda e na idade certa te direcionam para o trabalho que lhe é destinado. Para eles parece um mundo perfeito aonde a paz reina, eu já vejo bem diferente. Elas não têm nem mesmo consciência do que é a morte.

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Jonas é selecionado para ser “o recebedor”, posição de prestígio só para os escolhidos que possuem todas as virtudes necessárias, inteligência, integridade, coragem e a capacidade de ver além. Qualquer semelhança com Tris Prior é mera coincidência, ou não (que feio Verônica Roth).

O recebedor adquire as memórias do Doador (Jeff Bridges) de toda a história da humanidade, boas ou ruins. Ninguém na comunidade além do Doador possui essas lembranças, os líderes acreditam que só assim a ordem e a paz sobreviverão, o doador serve de conselheiro em momentos oportunos.

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Como um todo o filme não é nada demais, mas também não é ruim, por isso indico se você estiver procurando algo novo ou diferente na Tv. E possui seus momentos emocionantes, como quando o protagonista recebe as memórias das coisas boas da humanidade e da felicidade da vida. As cenas finais são lindas, assim como o discurso do Doador sobre o amor.

Infelizmente podiam ter aproveitado melhor a personagem de Meryl Streep que não chega a se estabelecer por completo como vilã, talvez só como antagonista.

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O doador de memórias nos passa uma bonita mensagem, que se preveníssemos os humanos da dor que a própria humanidade causa, infelizmente também os estaríamos privando de sua maior virtude, o amor. Não só o amor romântico entre duas pessoas, mas aquele universal que você sente pelos seus pais, pela vida, pela natureza ou seu bichinho de estimação.

Apesar de a vida ser difícil, devemos lutar por ela, porque vale à pena, ela tem seu lado bom. Afinal quase tudo tem não?


Com isso, finalizo com a frase de Ernest Hemingway sobre a vida. “O mundo é um belo lugar e vale à pena lutar por ele (...)”. Isso mesmo, a mesma frase utilizada em “Seven: Os sete pecados capitais”, mas aqui concordo com as duas partes. Sim, acontecem coisas horríveis no mundo, é o que mais vemos em telejornais não? Mas ao mesmo tempo se olharmos para o lado certo podemos ver coisas boas sendo feitas, pessoas boas trabalhando e coisas boas acontecendo.


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