comédia

Filme: Vicky Cristina Barcelona

11:02

Helen Anderson (@helenanderz) • Instagram photos and videos
  
Eu sou fã confessa das obras de Woody Allen, que já se consolidou a muito tempo como um dos meus cineastas favoritos. Fazendo com que qualquer filme feito por ele seja um deleite para mim. Apesar não entrar na minha lista de favoritos, com “Vicky Cristina Barcelona” não é diferente.


O que mais me fascina nos filmes de Allen, assim como nos do Tarantino, são os diálogos, sempre precisos, sagazes, irônicos, apaixonantes e inteligentes. Com apenas vinte minutos de filme já presenciamos grandes diálogos e discussões entre as personagens principais e posteriormente com o galã Javier Bardem, que interpreta o apaixonado pintor Juan Antonio. 

Entre as minhas favoritas está uma discussão na primeira interação entre as personagens de Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) com Bardem, especialmente Vicky explicando o porquê de não viajar e depois ir para a cama com um homem que acabou de conhecer. É um dos diálogos mais espertos e engraçados que já assisti. 

“-Talvez fazer amor.

-Quem exatamente “faria amor”?

- Nós três eu espero.

-Oh Meu Deus. Essa cara não tem meias palavras... Ouça, “senõr” talvez em outra vida.”


Vicky é a minha favorita, além de eu ser uma grande fã da atriz a tempos, é a personagem mais sensata dos três inicialmente, talvez a única, ela me lembra até mesmo um pouco da personalidade de Allen em seus momentos mais críticos e mal humorados, assim como em outros filmes do diretor.

Cristina é louca, acredito que o fato de eu não ter me apaixonado pelo filme como esperava é decorrente da personagem ser “aberta demais”, como no seu romance a três com Juan e Maria Helena (Penelope Cruz, em uma de suas melhores performances), o que me soou inverossímil. 



A interação de Juan Antonio e a Ex - esposa Maria Helena também é uma das coisas mais engraçadas do filme, os dois são muito auto-destrutivos juntos, envolvendo ate mesmo tentativas de assassinado, suicídio, facas e armas.
 
A trilha e fotografia são maravilhosas, nos mostra uma Barcelona tão esplêndida que dá vontade viajar assim que termina o filme. O que é muito interessante, porque eu particularmente não me lembro de filmes que mostrassem a cidade de forma tão apaixonante.



A narração é demais, dei muita risada, parece uma mistura de “Submarine” com “Os excêntricos Tenenbaums”, genial e engraçada ao mesmo tempo.

O fim foi decepcionante para alguns, eu discordo, gosto de realismo, mesmo que para isso seja necessário voltar ao ponto inicial.
 
Não está na mesma categoria dos maravilhosos “Annie Hall”, “A rosa púrpura do Cairo” e “Meia noite em Paris”, mas é muito bom.

 

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