7 de mai de 2015

Não faça da sua vida uma lista: porque viver um amor é do caralho!


As vezes me sinto uma tia velha, daquelas que fica admirando o dia nascer da janela do quarto. Com o Sol batendo entre os prédios e a brisa gélida de um inverno que esta prestes a aparecer por aqui. Gosto também de fazer testes inúteis na internet, daqueles que você encontra no Facebook do amigo do seu primo de terceiro grau, coisa de tia vó mesmo que manda corrente no Whatsapp. Mas nada superam as listas. Lista de coisas que você precisa fazer antes de morrer, lista de coisas sexuais a experimentar e listas sobre o amor. Ah, essas são minhas preferidas.

Como fazer para o cara se apaixonar perdidamente por você, quais são as formas de fazer um relacionamento durar mais e, a principal delas, o que acontece quando você se apaixona. Mas a questão é: de que adiantam as listas e listas espalhadas pela rede se você não descobrir por si mesmo como é se apaixonar? Como manter um relacionamento. Como fazer um cara se apaixonar perdidamente por você. Porque, na real, essa é a graça da vida. As incertezas.

Sabe aquele frio na barriga que sobe pela espinha quando uma mensagem brilha na tela do seu celular? Aquela incerteza do segundo encontro, o coração que acelera antes do primeiro beijo e a barriga que congela ao toque suave de um par de mãos deslizando pelas costas. Então, de que adiantam as listas se você não souber aproveitar cada minuto?

Você vai se apaixonar trinta vezes e vai se decepcionar pelo menos metade disso, no mínimo. Mas sabe qual o maior segredo? Se entregue. Se entregue até os dedos ficarem dormentes e a respiração acelerada. Se entregue de corpo, de alma. Entregue seu tempo, seus textos, seu coração. Se entregue mesmo, sem medo de ser feliz. Mas, se o outro não tiver estruturas para te receber se pegue de volta. 

Simples assim. Ame com intensidade e sem medo de ter que puxar a corda de volta caso a maré não esteja alta o suficiente para você se afogar. Até porque nadar em corações rasos pode ser doloroso demais. Mas o amor não sabe contar o tempo, ele conta a intensidade. Então de que vale amar se não for perdidamente? De que valem as borboletas do estômago se você está sempre com inseticida pronto para mata-las?

Desligue das listas, dos testes, da vida alheia que passa pela janela. Vá viver a sua. Vá escrever sua história. Vá amar com o próprio peito. Vá sentir o que eles escrevem. Vá entender os poetas. Porque, na real, só quem consegue sentir o peito acelerar no declamar de Fernando Pessoa pode entender o que é amor de verdade. 

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