amor

Ele não merece mais, menina

11:28

 Xoxooxox

Quando ele chega você abre alas pra ele passar, só esquece que depois recolhe sozinha a sujeira que o samba dele em cima do teu peito causa. Ele sempre vai voltar. Sempre que notar tua mão encostando na de outro alguém, sempre que notar o risco iminente de perder o aconchego da tua casa. E você sabe o que eu estou dizendo quando digo "casa", né? Ele não traz as malas porque sabe que sempre vai ter vaga por aqui. Na tua cama. No teu corpo. No teu peito.

Não quero que você encha as portas de cadeado, muito menos junte suas forças e comece uma guerra. Mas, porra, menina, veste sua melhor roupa e se encara no espelho, talvez seja hora de tirar as raízes de um amor que não floresce mais. Não deixa ele vir, porque ele vem, sempre vem, mas você só consegue pensar na vinda, e esquece que a ida é consequência. Consequência do amor que ele não é capaz de te retribuir. 

O problema no fim de cada história como essa, quando você está, é, e continua sempre perdidamente apaixonada, não importando o que ele faça, seja ou como haja; é a cegueira. Quando você não enxerga por que, quando você não encontra mais motivos, mas é como se seu coração pertencesse a um lugar do qual você não quer se retirar.

Eu sei, eu sei, não seguir o coração tem custo caro demais, e a gente se arrepende sempre quando não vai, parece um pecado daqueles que a sua vó diz "Deus não perdoa isso", quando ele liga e você precisa dizer "não". Eu sei! Mas antes de colocar na balança todas as vantagens e desvantagens de deixa-lo vir essa noite, coloca o teu coração na balança, vê o peso que ele tem carregado, vê os buracos que essa história não preenche. Coloca a sua vida na balança, e vê as oportunidades que você tem perdido. 

Hoje, quando seu telefone tocar, você tem duas chances: a de reviver, e rebobinar essa fita que você já viu, viveu e esteve mil vezes. Ou pode mudar o filme, mil vezes, de novo, se quiser. Mas não deixa a mesma tomada te dar choque. Não deixa o mesmo prego furar teu pé. 

Seja sua, nua, na cama de outro alguém.

Seja livre, sempre, não precisando estocar as vindas dele na despesa pra se saciar. 

Seja esperta, viva, se reabilitando do veneno que ele deixa percorrer pelas entranhas. 

Seja. Sempre seja.

E não deixa mais ele ser. 

Nu, livre, esperto, vindo, indo, trazendo veneno pra sempre continuar.

Ele não merece mais, menina. 

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