amor

Meu jeito complicado de gostar de você

10:38

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Você mexeu comigo. Mais do que eu gostaria e muito mais do que minha imaginação já poderia ter desenhado. Você mexeu comigo mais que minha sessão mensal de "desapego é sossego" suportaria. Aliás acho que fui demitida por ele, não sou forte o suficiente para viver de sossego - é o que apresenta meu atestado demissional.

Você mexeu comigo de fora pra dentro. Com suas mãos suaves que me acariciava as costas numa madrugada gélida. Com seu beijo que me deixava sem ar como se eu tivesse corrido uma maratona. Com seu jeito, meio estranho e meio errado, de gostar de alguém. E assim você foi ficando, se encaixando no meu mundo enquanto eu desesperadamente tentava me encaixar no seu.

Mudei meus horários, corri alguns finais de semana, adiei algumas viagens e voltei mais cedo de outras, só para conseguir qualquer trinta minutos ao seu lado. Dizem que o amor vicia. Não sei se de fato somos amor mas você me viciou. São tantos os pontos que me pego a pensar, numa noite qualquer, quando a rotina finalmente me da uma trégua. Parece premeditado: é só minha cabeça encostar o travesseiro que outrora fora seu que minha mente viaja ate sua casa, sua cama e seu travesseiro com desenhos infantis.

Eu gosto da sua presença e tudo que  causa. Da sua risada e seus motivos bobos para rir. Gosto do seu cabelo cheio de cachinhos e de como você se sente orgulhoso falando da sua cidade. Gosto da sua coleção de carrinhos e como fica bobo contando a história de cada um dele, mesmo que superficialmente. Seus sonhos em encantam e sua vontade de seguir em frente e fazer acontecer me deixam extasiada.

Desculpa. Mas eu realmente gosto de você.

Do seu cheiro, do seu gosto e dos seus beijos que me desciam a clavícula e me davam arrepios. De como você me abraçava dormindo, hora ou outra, sem se dar conta do que estava fazendo. Eu não conseguia me mexer por medo de que talvez eu te deixasse assustado, o que faria você me soltar e virar para o outro lado suspirando. Eu ficava ali, parada, com a respiração controlada sentindo cada pedacinho do seu corpo colado ao meu.

Não sei o que aconteceu. Não sei se é medo, receio ou amores antigos que insistem em bater a nossa porta. Se é saudade acumulada ou vontade de você. Eu realmente não sei, mas as lembranças insistem em ficar aqui e aparecer o tempo todo, em qualquer brecha do meu dia.

Não sei o que te dizer.

Não sei o que te escrever.

Nem como pedir para você voltar.

Só posso afirmar: tô com saudade de você, moreno.




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