30 de jul de 2015

Estereótipos - meu corpo, minhas regras

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Ouvi muito isso quando larguei mão de seguir o "padrão" imposto por uma sociedade mesquinha e de valores moralistas invertidos e seletivos, pra não dizer hipócritas.

Até hoje, cerca de 4 anos depois, ainda há quem insista em falar que eu deveria deixar meu cabelo crescer de novo, que deveria fazer luzes loiras, que deveria até parar de me tatuar, que isso é coisa de "gente louca", que não é coisa de "menina direita". 

Como se eu fosse menos bonita e menos mulher por minha aparência e meu olhar do mundo que escapa a esses estereótipos. Bom, eu não vou me desculpar por não ser o que você, ou o que essa sociedade que te faz crer tão cegamente no poder de julgar o certo e o errado, considera uma "garota direita".

Prefiro mesmo ser torta.

Não nasci para ser igual. 

Eu sou única. 

Com meus cabelos curtos e tingidos. Poeta do meu cotidiano, tatuando minha história em minha pele. E não, isso não tem nada a ver com minha sexualidade ou com querer chamar a atenção. Tem mais a ver com me sentir bem, bonita e segura de mim. O que você pensa, ou deixa de pensar, a respeito do que eu faço com o meu corpo e minha aparência, simplesmente não me interessa.

E simplesmente também não te interessa se eu sou "sapata" ou não. Sexualidade não é uma questão de opinião, mas de respeito.

"Pois eu não volto para a cozinha, nem o negro para a senzala, nem o gay para o armário. O choro é livre (e nós também)" - Pitty Leone


4 comentários:

  1. É isso aí. Confiança pra ser o que queremos ser!

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  2. Encantada com suas palavras. Por muito tempo me senti presa nesses padrões, me senti obrigada a segui-los.. Hoje procuro ser somente a Laura que eu realmente sou, com pessoas gostando ou não do meu jeito meio destrambelhado, dos meus quilos a mais ou da minha risada escandalosa.

    beijos
    http://jurodemindinho.blogspot.com.br

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    1. Obrigada Laura! Que bom que você pense dessa forma. Nada melhor do que sermos nos mesmos independente da opinião alheia. Né?

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Comentários