15 de jul de 2015

O livro que eu não quero acabar e um ode ao rei da lábia

tools of seduction

Ao vento que parece rastejar sobre minha nuca, digo: enquanto ele falava de longe e eu o encarava, as palavras chegavam ao meu ouvido ainda como um sussurro.

Ao dono das paixões diárias que só quer o corpo caso você ofereça a mão, mas quando quiseres entregar o corpo será tarde demais. Pertencente a vida, ao ego, a conquista e as vantagens de saber o que diz.  Ao calculo de rota perfeito traçado a olho nu. Ás palavras que soam sempre como gongo. 

Um ode!

A cada linha extensa escrita pela minha perna sobre a sua, eu imploro pra que mais uma brecha abra e o livro não tenha que acabar. Só mais um capítulo e a gente termina o que já acabou mas não finda. 

Me deixa te dizer.

Meu corpo é sua festa e é permitido se embriagar, afaste bem as pernas quando sentar na cadeira dourada, no quatro o som começa a tocar. Só mais um pouquinho, eu juro, o livro já vai acabar. 

Você diz o seu sim com gosto de talvez, depois sai como aquele gosto de não. 

Então liga querendo dizer "vem as nove", e acaba dizendo "talvez eu te pegue as onze", e aparece as duas com meião do society

Então camufla o desejo e diz que liga amanhã. Eu sei que amanhã você não liga, mas fala pra me fazer esperar. 

E eu espero, mesmo sem querer. 

Um ode!

A essa mania de não dizer o que quer, mas só fazer o que sente vontade.

A essa tua cara de marra quando estaciona e desce do carro querendo me apressar. Eu vou devagar. 

A esse teu papo tão furado que quando chove, inunda. E quem se molha, sou eu. 

A essa tua fuga que é morada. 

Um ode! 




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