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Série - Sense8

10:24


Não existe coisa melhor no mundo para um seriador que o prazer de conhecer uma série nova que te deixe alucinado, viciado e apaixonado. E que obra sensacional é Sense8, que viagem maravilhosa foi assistir a série.


Caso você ainda esteja no comecinho, os dois primeiros episódios são um pouco confusos mesmo e não tão cativantes assim, mas não abandone, falo de coração, continue que você irá se surpreender e se apaixonar.

Claro que toda série boa ou ruim depende bastante do gosto de cada pessoa, mas realmente acho difícil não reconhecer a qualidade da série depois de alguns episódios, e todo o suspense ajuda a tornar tudo mais instigante. É chato sempre estar tudo ali na cara, explicadinho, como se o espectador não conseguisse resolver pelo menos parte dos enigmas sozinho, por isso gosto dessa característica de lançar tudo na tela e depois desenvolver os plots e respostas aos poucos.


Mas a empolgação foi tanta que acabei me precipitando. Vamos do início, a série apresenta oito pessoas ao redor do mundo que podem se conectar umas com as outras, através de corpo, mente e alma.

Will, Riley, Sun, Capheus, Wolfgang, Nomi, Kala e Lito são pessoas completamente diferentes e espalhadas pelo mundo que um dia se vêem nessa situação nada comum que de início julgam como loucura, como qualquer um em suas posições. E muito em breve todos terão que tentar sobreviver ao grande mal que os ronda e persegue avidamente. Essa é realmente a premissa da história, falar mais revelaria muito da trama, então vamos deixar este resumo sucinto, porém que resulta em uma trama completa e cativante.


Bem, como sou puxa saco mesmo sempre gosto de ressaltar a qualidade das séries da Netflix. Com Sense8 não foi diferente, a nova empreitada dos irmãos Wachowski (os mesmos responsáveis por Matrix) foi mais uma enorme e ótima surpresa, a qualidade é indiscutível. Fotografia de dar inveja, direção maravilhosa, trilha apaixonante e dentro todas as qualidades uma montagem merecedora de aplausos.


Para quem não viu nenhum episódio da série, é um pouco difícil compreender a descrição de certas cenas, mas tentando simplificar, certas cenas de conexão entre os personagens, na verdade a maioria delas, ocorre com os personagens em países diferentes, então ao mesmo tempo em que certo personagem está nos Estados Unidos, por exemplo, o outro está na Islândia, então a mesma cena se divide e ocorre em dois lugares ao mesmo tempo. Essas cenas são muito bem feitas com os ângulos e cortes necessários para que aquilo pareça plausível e ao mesmo bonito visualmente.



O ponto principal de toda a série é o desenvolvimento dos personagens. É muito difícil assistir séries em que o desenvolvimento é tão bem feito e em tão poucos episódios. Na maioria das series isso ocorre através de temporadas junto com o decorrer da história. Aqui não, você vai conhecendo-os e se apaixonando por todos através de 6 episódios que em suma apresentam os personagens. No começo você gosta de um ou dois deles, mas ao decorrer se apaixona por todos, claro que sempre existem os favoritos, mas todos são excelentes personagens, que não são perfeitos, ao contrário, são todos humanos que transbordam de qualidades e defeitos, mas que exatamente por isso se tornam tão apaixonantes, a empatia é muito grande, você é envolvido por todos e vai se identificando aos poucos.


Mas não se engane, em nenhum momento fica chato, há sempre alguma coisa muito interessante acontecendo e você quer assistir tudo de uma vez, procure na internet e verá que foi assim com todo mundo que viu a série. Mesmo os dois primeiros episódios, que apesar de bons são os mais fracos a história não fica maçante em momento algum, há sempre aquela sensação boa que há algo a mais por vir.


Outro ponto crucial é a parte emotiva da série, é tudo tão bonito e emocionante. Como alguns dos próprios atores disseram em entrevistas, a série de certa forma é uma metáfora das interações humanas, a compreensão e o amor ao próximo. As interações dos personagens é algo lindo. Quando estes conversam ou se ajudam de qualquer forma é sempre algo comovente e muito bonito. É como se fossem irmãos ou melhores amigos, apesar de “conhecerem” a pouco tempo.

E os sensates (como são chamados) apaixonados são algo a parte, casais genuínos, fofos e bem trabalhados que não ficam no “mela mela” chato, mas que possuem carisma real e sedutor. O que dizer do fim do episódio 4 em que todos cantam “What’s Up”, além de que é a cena e a interação são perfeitas? Resume todos os sentimentos de quem participa e assiste em apenas alguns minutos.


E em séries com vários protagonistas, sempre há a preferência e foco em algum, mas aqui não, o tempo que separam para cada personagem em cena é certeiro, nem mais nem menos, o ponto perfeito.

Eu sei que falei muito de emoção, que para mim foi o mais importante, mas a série não é só sobre isso. Não desista de ver achando que vai ser dramático demais, e que chorar e chorar vendo a série, esses momentos são mais de encher o coração do que “de chorar” realmente, e há muitos momentos cômicos também, daqueles de rir de verdade, mas sem apelação para piadas bobas.


Sim, a resenha ficou enorme, talvez uma das maiores  ou quem sabe a maior que escrevi aqui, mas realmente se tratando de Sense8 não dá para escrever pouco. Sou adepta do “assiste logo de uma vez que dá tempo de ver outras”, é basicamente a regra da minha vida para com séries, mas com Sense realmente dá aquela dorzinha no coração por terminar a temporada, você vai sentir o mesmo quando assistir, tenho certeza. Ainda mais com aquela season finale também digna de palmas.


Netflix, a Sra é destruidora mesmo, não para de me surpreender, por favor faça com que 2016 chegue logo porque quero a 2ª temporada para ontem!



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