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Filme: Adam

11:13

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“Meu livro infantil favorito é sobre um pequeno príncipe que veio para a Terra de um asteroide. Ele encontra um piloto cujo avião caiu num deserto. O príncipe ensina para o piloto muitas coisas, mas principalmente sobre o amor. Meu pai sempre me disse que eu era como o pequeno príncipe. Mas depois de conhecer Adam...Entendi que eu era o piloto”

Com um prólogo lindo desse as chances de se apaixonar pelo filme já eram muito maiores.


Adam (Hugh Dancy) é um rapaz com síndrome de asperger, apaixonado por astronomia e que perdeu o pai recentemente. Possui um único amigo e após um breve encontro na lavanderia começa a se relacionar com a nova vizinha Beth (Rose Byrne).

Para quem não tem familiaridade com a doença, esta se caracteriza principalmente pela dificuldade de interação social do indivíduo assim como outros padrões de comportamento, similar ao autismo, mas com graus diferentes. Outras séries e filmes já trabalharam personagens com asperger, como por exemplo o Dr. Spencer Reid em “Criminal Minds”, Oskar de “Tão forte, tão perto” e até mesmo Sheldon Cooper de “The Big Bang Theory”. Apesar de não taxarem realmente Sheldon com a síndrome na série, é possível encontrar vários estudos e teorias na internet.


O filme demora um pouquinho para pegar ritmo, você vai conhecendo o personagem do Adam que vai se desenvolvendo aos poucos, de forma bem calma e doce. Hugh Dancy está em perfeita sintonia com o personagem. Já havia me impressionado com sua atuação em “Shooting dogs” e em “Hannibal” onde ele simplesmente destrói tudo como Will Graham, mas aqui ele conseguiu me impressionar mais uma vez, sua atuação está impecável.


A forma como o filme é conduzido é bem subjetivo e de modo que você tem que interpretar e compreender as ações dos personagens. Mostrando cenas simples, sem muitas falas, apresentando o personagem de forma que você possa interpretar e analisar como ele se sente, o que ele realmente está pensando. Assim você se sente muito próximo dele, porque o compreende de verdade, é muito bonito isso, muito pessoal, intrínseco.

O legal é que caso você não tenha lido a sinopse, ou visto o trailer como foi no meu caso, não é tudo explicado de cara, você vai deduzindo, que tipo de doença ele tem, quem morreu, etc. E só depois essas dúvidas são sanadas por completo.


O filme é muito sensível e sutil, e o personagem é muito doce e carismático, não tem como não se comover.

O filme num todo é um pouco melancólico, sobretudo o fim, mas é muito bonito toda essa dissertação que você pode fazer sobre relacionamentos, tantos os amorosos, como apenas o convívio social e a discussão acerca da doença e pré-conceitos. Um drama muito interessante de acompanhar.


Um filme lindo e simples, muito tocante que nos passa uma grande lição sobre invés de julgar tentar compreender o próximo, você sempre pode se impressionar.


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