29 de set de 2015

Filme: Nocaute

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Jake Gyllenhaal vem se provando um ator capaz e corajoso á vários anos com filmes competentes no currículo, como “Entre irmãos”, “Os suspeitos” e o mais recente e uma das suas melhores atuações “O abutre”. Ou até mesmo os mais antigos, em que Jake já se mostrava promissor como em um dos meus filmes favoritos, Donnie Darko. Em “Nocaute” vemos Billy “The Great” Hope, lutador campeão dos meio-pesados que depois de uma tragédia precisa reconstruir a carreira, dar a volta por cima e recuperar o afeto e a guarda de sua filha.


Podemos dizer que sim, é uma historia um pouco comum e recorrente no espaço dos filmes de superação que envolvem o esporte como forma redenção, e apesar do trailer sensacional, o filme não chega a superar essas expectativas, pelo menos não as minhas que eram gigantes. Mas o filme é bom sim, e as atuações são sensacionais, Jake se entrega ao papel de Billy de forma extraordinária, não chega a superar sua atuação em O abutre, mas ainda sim é digna de nota. Rachel McAdams aparece apenas na primeira meia hora de filme, mas também convence. E a pequena Oona Laurence, que interpreta a filha do casal também arrasa.


A trilha sonora do filme é ótima, e te dão muita tensão e emoção principalmente nas cenas de luta, que por sinal são muito bem dirigidas, coreografadas e fotografadas. Há momentos que você vê pelo “olho” do lutador e se sente na tela, mesmo que o fim de algumas lutas sejam previsíveis, você fica ansioso pela resolução e decisão final.


Bem, na internet encontrei algumas reclamações sobre o filme ser clichê, o fato é que filmes com essa temática, principalmente o boxe, possuem uma fórmula já estabelecida. “A luta pela esperança”, “Rocky” e até mesmo “Gigantes de Aço” onde temos um boxe mais moderno, em todos esses as fórmulas se repetem. Na maioria dos casos você tem um personagem vivendo “a vida boa”, mas depois de um surto ou tragédia ele cai em desgraça, mas acha um “motivo maior” para a superação, se reergue etc, etc. Isso não significa que o filme é ruim, mas que não podemos esperar algo inovador demais, ou uma historia que quebra qualquer paradigma cinematográfico. E infelizmente o aprofundamento de algumas relações entre personagens decepciona um pouco, mas o filme apresenta uma proposta, e a cumpre bem e convincentemente, principalmente graças a Gyllenhaal.



Não chegou a superar minhas expectativas, e apesar de ser um pouco previsível, o caminho percorrido até o fim do filme é muito bom e emocionante de se acompanhar e a atuação estupenda de Jake Gyllenhaal vale qualquer ingresso.


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