15 de out de 2015

Confissões de travesseiro

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A gente acorda, levanta da cama, toma banho, coloca a máscara e finge que tá tudo bem. Porque ali no fundo quase ninguém se importa. Ninguém se importa se o seu dia está ruim, você precisa sim sorrir o tempo todo e fingir ser amável e simpática para todos gostarem de você. 

Mas confesso, eu me importo.

Confesso também outras milhares de coisas aqui, que talvez algum dia possam ou não fazer sentido nesse mudo completamente insano que aprendi a viver. Confesso que adoro quando o Sol aparece naquelas tardes geladas de inverno, só pra lembrar que ele sempre estará ali. 

Confesso que amo o primeiro contato do dia com o mar e tomar chuva na praia. Confesso também que adoro estudar, sério. Adoro aprender aquilo que num momento futuro possa fazer sentido e explicar coisas que hoje não conseguiria entender. Ah confesso também que adoro um sorriso sincero, um cabelo macio, carinho entre os dedos e passar a tarde numa praça qualquer com aquela pessoa que faz seu coração acelerar. 

Gosto de saber cantar uma música de trás pra frente em inglês, gosto de cantar tanto a mesma música a ponto de acertar as notas mais altas mesmo que ninguém nunca vá ver. Gosto do cheiro de caderno novo, asfalto molhado e café pronto.

Confesso que gosto de beijo sincero, abraço apertado, trilhas desconhecidas. Adoro gargalhadas, cócegas na costela, suspiro de saudade. Sério, aprendi a gostar da saudade também. Embora sufocante as vezes, parece ser legal conviver com ela. Mas não aquela que aperta o peito, é aquela outra. Aquela saudade que vem carregada de esperança de novos bons momentos. Aquela saudade que trás as melhores lembranças, aquela que você chora  mais ainda assim, sorri. 

Cheiro de livro novo, frio na barriga, beijo apaixonado, inauguração de livraria. Gosto de primeiros encontros que dão certo. Gosto de começar um seriado novo, de chuva no fim da tarde e frozen de café. Gosto de Sol, praia, verão, calor.

E o mais legal, na verdade, é gostar de gostar disso tudo.

É se importar.

É ligar.

É procurar.

É viver.

E amanhã? Ah, quem se importa.