amor

Que tal você ficar mais um pouco?

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Eu não quero ter que pedir, droga! Lá vou eu de novo, me perder entre palavras que as vezes me sufocam o peito. Palavras relacionadas a você, a nós e tudo aquilo que significava para mim. Você pode achar que não foi nada, só mais um caso qualquer. O problema é que eu gosto, eu me preocupo, eu sinto saudades. Caralho!

Nunca fui nenhuma princesinha, talvez isso possa ter te assustado. Mas, qual é? Porque?
Você deixava suas chaves jogadas em cima da mesa de centro e se jogava no sofá. Eu ficava ali no meu cantinho esperando você vir se aconchegar. Não era medo da entrega, era receio de te ver partir. Quando dava por mim suas mãos ja tinham entrelaçado as minhas. Minhas coxas circulavam a sua cintura e o beijo quente que lhe descia pela nuca.
Eu nunca tive medo de amar você.

Eu sei, o amor é uma coisa bem complicada. 

Da medo, uma vontade imensa de pedir para o mundo parar para poder descer e voltar a vidinha normal. Um sexo aqui, um cura carência dali e pronto... Vamos vivendo que ta muito bem assim, obrigada. Mas para mim sempre foi diferente, você sabe.

Eu não gosto de você de forma sádica e dolorosa como nos filmes de romance. Nem acho que você seja aquele cujo qual carregarei o sobrenome e alguns pequenos catarrentos agarrados na saia - clichê, eu sei, pode me julgar. Mas cara eu te amo, pelos simples e mínimos detalhes. Pelos momentos, por tudo aquilo que me vez sentir, por todas as coisas que aprendi enquanto estava com você.

Foi cada conversa, cada aperto de mão forte no meio do filme, cada abraço acompanhado de um suspiro, cada noite de sexo, cada conchinha. Foi por todos os "bom dia" que piscavam na tela do meu celular. Todos os "to com saudade de você, vamos nos encontrar". Foi por tudo, no geral..

Então vai, o que custa? Deixa todo esse lance de destino pra lá, eu nem acredito mais nesse cara. Esquece essa de que as coisas acontecem, nós acontecemos mas desde quando precisávamos "desacontecer" dessa forma? Aconteça comigo, dia sim, dia não, todos os dias.

Fica mais um pouco, deixa o café esfriar, a saudade sossegar e o colchão ter o formato e o cheiro dos nossos corpos. Deixa meu corpo se aconchegar ao sei. Vai, gruda em mim e esquece do mundo. 

Deixa aqui, deixa o Sol nascer e a vida acontecer.

Esquece de tudo e fica, meu bem.


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