amor

Respire: porque nenhum amor merece o nó na garganta

11:49


As luzes apagam, as chaves viram no contato, um beijo longo e você bate a porta do corsa cinza. São dez passos até o sofá e vinte até o quarto. Entre o banheiro e a cozinhav você vai de 0 á 100 entre: perguntar se ele chegou bem em casa ou só secar seu cabelo molhado, cheirando aquela espuma rosa-clara do motel, e dormir. A escolha é sempre a mesma; dormir com o nó na garganta de quem queria dizer “obrigada por hoje, obrigada por sempre, você é simplesmente a melhor coisa que me aconteceu”, mas só fica encarando o “online” com o coração batendo na garganta.

No outro dia é quase uma tortura lidar com o bom dia que não veio e fica difícil engolir o almoço quando tantas palavras não-ditas ocupam um pedaço grande na boca.

Então eu te digo com a clareza de quem pouco desatou o próprio nó: amores que não são laço, não merecem voltas.

Amor não tem que amarrar, não tem que amargar.

Então você nota que é como se alguém te desse asas, mas te impedisse de voar. Como se lhe dessem o pop, mas impedissem de dançar.

As luzes acendem e te fazem entender, quando o abrigo muda do peito pra garganta, quando sai do conforto e vira tortura, não há amor que mereça. Quando o orgulho vira parte fundamental da relação. De repente você se sente incomodada de contar como foi seu dia, sente que as palavras não ditas sufocam as que saem e que seus desejos são sucumbidos pelas incertezas que jorram dentre os dois, a musica termina, os olhos começam a fechar.

Não é um recado fácil de se dar, mas se tens guardado teu amor fora do peito, junto com um monte grande de desconfortos e descasos, de joguinhos e desacatos; você não merece.

Ou melhor, merece a melhoria.

Um amor que não dê medo de desatar, e muito menos que lhe cause arrepios em falar, gritar, dançar ou voar.

Desprenda-se do nó na garganta e prenda-se a um nós que não sufoque.

Respire. 




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