amor

Sexo Sem Tabu - Pelo direito de (não) ser mulherzinha

12:02

Można kochać i się pieprzyć albo pieprzyć, że się kocha.

Eu transei com ele. Eu transei porque tava afim mesmo, não porque me disseram algo que me influenciou a isso. Eu transei com ele, assim logo de cara, porque essa foi a minha vontade desde a primeira vez que eu o vi. Desde quando seu cheiro encontrou minhas narinas numa tarde fria da Av. Paulista. Desde que senti seu beijo quente encontrou minhas bochechas que ficaram rubras, não de vergonha mas de desejo.

Eu o chamei para sair. Pedi seu telefone com aquela velha desculpa do “poderíamos marcar de fazer algo algum dia desses”, até que o convite fosse feito. Eu paguei minha entrada no cinema e dividi o jantar depois. Não é feminismo ou qualquer outro estereótipo que aqui caiba, é dividir a conta e nada mais. Que se explodam todos as regras sobre o assunto.
Uma vez li um texto onde uma mulher listava os inúmeros motivos que deveriam fazer o homem pagar a conta. Nós retocamos a raiz do cabelo, compramos maquiagens caras, separamos os cílios com um palitinho para ficar mais sexy para eles. Depilação, sobrancelha, unha, roupa nova, sapatos caríssimos. Mas o fato é: existe realmente alguém que faça tudo isso para que o cara pague a conta depois e não para se sentir bem consigo mesmo? Mundo feminista, vai entender.
Eu dei o primeiro passo para demonstrar que estava afim. Quando ria de uma piada sem engraçada e colocava a mão próximo ao seu cotovelo. Minha espinha se arrepiava inteira só de imaginar seus dedos percorrendo sobre ela. Aquele suspiro que ficara travado dentro do meu peito desde a primeira vez que eu o vi, e que desde então eu soube que transaria com ele.
Eu o puxei para um beijo de despedida enquanto o último metrô passava na plataforma ao nosso lado. Eu o convidei para subir no meu apartamento, abri meu melhor vinho, separei minhas melhores taças e nem precisei me fazer de difícil porque ele já havia entendido a que veio.
Eu transei com ele. De primeira vez, de segunda, de quatro, de lado. Eu transei com ele porque fora minha vontade desde o primeiro instante que o vi. E se ele me julgar por isso? Que se foda! Não levo desejo nenhum para casa e sei que posso ser reconhecida pelo que sou e não pelo meu sexo, basta que o outro queira reconhecer isso. Eu transei com ele e, meu Deus que coisa maravilhosa. Eu transei com ele, quebrei todos os estereótipos que minha vó preza e fiz mesmo. O nome disso é vontade e eu matei a minha.
Mas no outro dia fiz charme, indiquei a porta da cozinha e pedi café da manhã na cama. Porque, quer saber? Me deixa ser mulherzinha.



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