3 de dez de 2015

Não quero a sorte de um amor tranquilo

Imagem de beach, boyfriend, and couple

Que seja leve, não tranquilo.

Que seja como um vento, hora me causando arrepios pela suavidade e hora me bagunçando os cabelos pela velocidade. Porque calmaria passa. Quem aguenta viver de bons fluidos sem saber como é passar pelos maus? Então que venha leve,  não passageiro.  Que venha de uma vez e sem medo de ficar.

Que venha sem aquela tranquilidade de cinema, porque nunca nos contaram o que acontece depois do último beijo e as letras pequenas subindo pela tela. Que seja só amor e que isso baste. Aqueles amores leves que chegam para expulsar as almas pesadas que carregamos diariamente em nossa bagagem, na esperança de que eles voltem e tirem esse peso todo das nossas vidas. Então se for vir, não precisa ser tranquilo, mas que seja leve.

Que seja leve o suficiente para passar de um canto para o outro sem problemas. Que possa se transformar em sexo com pegada de filme pornô mesmo quando, minutos antes, frases cheias de carinho saíam de nossos lábios. Que venha com açúcar, bem doce mesmo, porque de amargo jé me basta a vida e o café frio do escritório.

Que quebre todo e qualquer esteriótipo de príncipe encantado, seja lobo de vez em quando. Que não se importe de tomar chuva, fazer sexo no carro em frente a casa da vizinha ou perder uma noite de sexta feira para ficar em casa fazendo absolutamente nada. 

É só o amor.

É só um amor.

Então que venha e bagunce tudo aquilo que demorei semanas para arrumar, desde o cabelo até a minha vida.




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