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Relacionamento saudável: se ajusta comigo?

13:14

Imagem de couple, love, and cute

Existem certas coisas que acabam por nos fazer mal de alguma forma. E se você é alguém que defende a liberdade sua e do outro é automático que essas atitudes entrem em conflito com sua linha de pensamento vez ou outra.

“Eu odeio que você coma pepinos! Pare com isso!”

É uma opção. Sempre é uma opção. Mas nesse caso você estará mentindo pra si mesmo, não estará sendo sincero para com sua mente. Complexo. Muito. Como negar a alguém um direito, qualquer que seja, só por que isso te afeta? Pois é.

Em um mundo perfeito e maravilhoso nós teríamos a habilidade de tomar a porrada, aparar o dano, segurar a barra e seguir adiante. Tipo quando você está no meio da batalha, recebe uma bola de fogo e se lembra que no turno seguinte, graças à sua habilidade de regeneração, tudo vai voltar ao normal. Mas o mundo real não é o rancho da pamonha, já dizia Criolo. E não é D&D. E não é RPG. E não é nada. 

O mundo real é só o mundo real. E nele cada um de nós devemos aprender a lidar com nossas limitações da melhor maneira possível.

Eu nunca fui de dizer não. Mas eu sempre fui um grande filho da puta. Pavlov. Conhecem? Basicamente esse tiozinho tem umas teorias legais dentro da psicologia, dentre elas vem a questão do condicionamento. Adestramento de cachorro… Ele faz algo legal, você dá comida.

É seco dizer isso, mas relações humanas não estão longe desse patamar.

Com o tempo eu aprendi a dizer não, sem dizer não. E isso me tornou um manipulador filho da puta. A dinâmica é simples:

A pessoa faz algo que você não gosta.
Você diz que não liga, mas se mostra visivelmente chateado.
Você força a pessoa a entrar numa discussão leve e branda sobre o assunto.
Você faz a pessoa se sentir culpada pelo ato que ela fez, mesmo sem impedi-la de fazer.
Repita o processo.

Com o tempo a culpa pesa e força a pessoa a abandonar o hábito. Esse é o jeito filho da puta de lidar com as coisas. Porque no fim das contas, a pessoa que não teve o direito negado, caso resolva sair da relação por se sentir mal por estar cometendo algo que você julga errado, será sempre a parte babaca da relação. “Ela tinha toda a liberdade do mundo, que trouxa de ter terminado.”

Solução para evitar de ser o grande filho da puta manipulador:

Diga não. Isso. Diga não. Deixe claro do princípio que aquilo é um limite, que aquela atitude não é uma atitude viável, é algo com o qual você simplesmente não consegue lidar.

“Poxa, mas e se a pessoa me deixar?”

Ela não era pra você, amiguinho. É mais importante sermos sinceros e honestos com nós mesmos do que ficar sofrendo e depois transplantando nosso sofrimento pro coração alheio por meio de subterfúgios psicológicos inconscientes.

Eu nunca fui de dizer não. Até entender que dizer “não” não implica necessariamente em podar a liberdade do outro. Você só está deixando claro que sim, ele tem liberdade, e você também. Você pode, também, escolher não estar ao lado de alguém que não irá abrir mão de fumar doze baseados por dia, ou que não vai abrir mão de assistir futebol de quarta à noite.

Negociação é a mãe de toda relação saudável.



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