contos e crônicas

Agora é guerra: porque eu não sou sua putinha

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Imagem de tattoo, girl, and fuck


Você pode fingir que não sabe mas eu sou muito mais do que aquelas que você costuma levar para a cama. Embora você insista em bater na mesma tecla. Em inflar o peito e gritar para o mundo que eu sou sua, que sempre fui e que sempre serei. Mas deixa eu te contar uma novidade? Eu nunca fui sua, porque sempre fui minha. Então pare de tentar me diminuir porque o único diminutivo que eu encontro entre nós vem de você.

Você diz que mulher boa é tipo pizza, onde comem um comem oito. Isso só prova o quão inseguro você é. Onde precisa da aprovação dos amigos, do excesso de desapego e dos drinks que pede no bar. É por isso que sua cabeça é vazia, completamente oca de bom senso e respeito. Porque é exatamente isso que você é. Você é vazio meu amigo. E não venha tentar me por no meu lugar porque eu já estou nele antes mesmo de você chegar. Eu estou onde eu quiser.

Não despeje em mim seus relacionamentos frustrados, seu excesso de carência e sua vontade de sexo fácil. Porque aqui não tem copo meio vazio, se for pra chegar que me transborde por inteira. Você teve sua chance mas apenas gotejou aqui dentro enquanto eu esperava uma cachoeira de emoções. Não me culpe pelo seu ser vazio e desprovido de amor. Aqui tem bastante mas, como a maçã mais alta da árvore, você não foi forte o suficiente para conseguir alcançar.

Eu não sou e nem nunca fui sua putinha. 

Eu sou minha própria puta. 

Uma puta de uma mulher decidida.

Decidida o suficiente para não querer te ver voltar.

Normalmente eu diria "estamos em guerra meu amor, passa na próxima" mas dessa vez ao invés de me recolher por inteira e esperar você vir bagunçar eu troquei a fechadura da sala, espero que você se foda. Sinceramente.

Agora você é livre, meu querido. Para viver com sua própria solidão, seus medos infantis e é claro, rodeado daquelas que você julga como suas putas. Mas deixa eu te contar outra coisa? Um dia elas vão embora também, assim como eu fui. Porque se saco vazio não para em pé quem consegue manter uma mulher excitada com a quantidade de vácuo que saí da sua boca?

Essa é uma carta de adeus. Espero que você não volte.

Ah, e sabe aquela história de "se não eu quem vai fazer você feliz? Guerra!"? Esquece, a guerra agora é outra.

Passe bem.

Com amor, aquela que não vai voltar.


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