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Filme: O bom dinossauro

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Você já imaginou como seria a vida na Terra se lá no início um asteroide não nos atingisse e dessa forma os dinossauros não fossem exterminados? E a relação de humanos e dinossauros? Essa é a premissa da nova empreitada da Pixar, O bom dinossauro, exibido exclusivamente na CCXP, aonde tive a chance de conferi-lo.

Conhecemos Arlo (Raymond Ochoa, voz), um dinossaurinho que quer provar para a família que também pode ser corajoso e esperto como os irmãos, e nessa jornada conhece uma pequena criaturinha que muda sua vida para sempre.


Como toda obra da Pixar que sempre é feita com o coração, o filme fala sobre amor, coragem, amizade, respeito e compreensão. Repete um pouco algumas fórmulas, vi comentários como “já vi isso em O Rei Leão", ou “já vi isso em A era do gelo”, mas o filme tem graça, coragem e trilha seu próprio caminho. Percebi algumas similaridades, mas pareceram mais homenagem do que cópia, principalmente a partir dos comentários do diretor Peter Sohn após o término do filme.

Arlo e o pequeno humano (o personagem mais fofo do filme) são obrigados a conviver juntos e aí começa o desenrolar de uma verdadeira amizade, a construção é muito bem feita e envolvente, os personagens vão crescendo e amadurecendo de forma maravilhosa e atrativa.


A parte visual do filme é linda, um ponto chave na trama é a interação dos personagens sem a necessidade de muitos diálogos, grande parte do filme é interpretativo. O personagem humano não fala, com isso tudo o que ele quer expressar vem através de gestos, desenhos, olhares, etc. É muito interessante e cativante, porque comove bastante e não tem a necessidade de explicação, pois ao interpretar aquele ato você sente.


Peter Sohn falou um pouco sobre sua infância no painel e contou sobre um momento que teve com a mãe que adorava cinema, mas estrangeira não entendia a língua, sempre precisando da tradução do filho e com isso sempre perdendo elementos do filme. No entanto quando assistiram à Dumbo em uma cena que a mãe elefante cantava para o personagem principal, ele a olhou e não precisou de tradução nem explicação, ela simplesmente sentiu aquela emoção que estava sendo transmitida e chorou, e era isso que ele queria com este filme, algo que não fosse necessário explicação, mas que fosse interpretado, apreciado e sentido.


Vi marmanjo chorando do meu lado, vi sorrisos involuntários e aplausos em pé após o fim do filme. Marcado por algumas adversidades que obrigaram o adiamento do filme, não se trata da melhor obra da Pixar, e Divertida mente que estreou ano passado é uma obra bem mais complexa e completa. Mas “O bom dinossauro”, apesar de não ser tão original como a maior parte das obras do estúdio possui uma sinceridade e delicadeza que não se vê em todo lugar. E a simplicidade das lições que traz é linda.

Você vai sair do cinema apaixonado e com um sorriso no rosto. O filme estréia no Brasil nesta quinta-feira dia 7.


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