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Filmes que você precisa assistir - Parte I

12:07

Imagem de girl, happy, and photography

Caso você não saiba, na última quinta-feira completou 1 ano que escrevo para o Ideallizar, em comemoração hoje farei um post especial e falaremos de alguns filmes que são muitos especiais para mim. Minha lista de filmes favoritos é enorme, mas separei 14 que gosto muito e que ocupam algumas das posições mais altas da lista e que tenho certeza que você vai gostar. Já que ficou um pouco maior que o esperado, esse post será dividido em duas partes, não se esqueça de conferir o restante da lista na próxima semana.

Bastardos Inglórios


Obra prima de Quentin Tarantino e meu filme favorito do diretor, o filme se passa na 2ª Guerra mundial e segue duas linhas narrativas. Acompanhamos os denominados bastardos, soldados americanos cujo objetivo na guerra é matar nazistas, e seu encontro com a Operação Kino ministrada pelo exercido britânico ao lado de uma espiã alemã. E Shoshanna, uma judia que teve a família assassinada pelo “Caçador de judeus”, Hans Landa.

O filme é mais uma obra com a cara de Tarantino, todas as características “tarantinescas” estão lá e da melhor forma possível. A divisão de capítulos, assim como em Pulp Fiction e Kill Bill, os diálogos sensacionais, afinal roteiro é sempre uma das melhores coisas em seus filmes, sangue e violência gratuita, elenco de primeira, atuações exuberantes, personagens de qualidade, trilha eletrizante e uma história incrível, cativante e muito bem trabalhada. Te deixa preso à tela de forma surpreendente, as duas horas e meia de produção não cansam em momento algum e parecem passar em minutos. O respeito às línguas originais dos personagens também é uma coisa que gosto muito, por exemplo, o alemão fala alemão, o italiano fala italiano e por aí vai, invés de todos falarem inglês e magicamente se entenderem, isso na verdade rende excelentes cenas de Brad Pitt “falando” italiano em uma premiere de cinema.

Tenho enorme dificuldade para escolher um filme favorito, como se fosse escolher um filho, mas quando sou obrigada a dizer apenas um nome, Bastardos é sempre o primeiro da lista. O filme transita entre o drama, ação e a comédia e no seu lançamento já podia ser visto como um dos melhores da década, quem sabe até do século. Direção fenomenal, diálogos de dar inveja, história atraente e uma produção para ninguém botar defeito. O tipo de obra que merece ser vista várias e várias vezes.

O elenco conta com grandes nomes como Brad Pitt, Michael Fassbender, Diane Krugger, Christopher Waltz (que inclusive ganhou um Oscar e um Globo de Ouro pelo papel de Hans), Daniel Bruhl, Mélanie Laurent, Eli Roth, entre outros.

Pulp Fiction - Tempo de violência


Também de Tarantino (um dos meus diretores favoritos, acho que deu para perceber), o nome Pulp Fiction faz referência à revistas da metade do século XX caracterizadas por sua violência gráfica. A narrativa é fora de ordem cronológica, uma coisa que amo muito pois te possibilita criar teorias, se intrigar com a historia e montar e desmontar diversas vezes o desfecho ou início em sua cabeça. Possui três histórias interligadas, dois assassinos profissionais, um boxeador, uma ex atriz viciada e seu marido gangster e um casal de assaltantes Acho bem complexo resumir em forma de sinopse as narrativas presentes em Pulp Fiction sem soltar muito da história, mas confie em mim, pode ter certeza que é uma das obras mais completas e cativantes do cinema, com qualidade acima da média, afinal pode-se encontrar inúmeras referências ao filme em diversas obras da cultura pop, como as séries Scream, Breaking Bad, entre outros.

Assim como em Bastardos Inglórios e diversos filmes do diretor, o elenco e os personagens são de dar inveja, John Travolta, Samuel L Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis, Harvey Keitel, Tim Roth, Christopher Walker, e uma ótima aparição de Tarantino. O roteiro é um dos melhores de Quentin, com uma das características que mais amo em seus filmes, diálogos grandes, bem escritos e com conversas aparentemente banais, mas que ao decorrer se mostram geniais.

Em 2013 o filme entrou para a lista das obras que fazem parte da Biblioteca do Congresso Norte Americana como tesouro cultural nacional.

Eu posso ter me complicado um pouco para explicar e só elogios às vezes não convencem, mas Pulp Fiction é uma obra incrível, aula de cinema e qualidade. Foi o primeiro filme que assisti de Tarantino, eu tinha 10 anos e fiquei completamente maravilhada, mudou minha percepção de cinema e só meu jogou mais ainda para o lado negro da cinefilia.

10 coisas que odeio em você


Eu considero 10 coisas que odeio em você uma das melhores comédias românticas de todas. A releitura moderna de “A megera domada” nos apresenta Kat, inteligente e geniosa que não esconde suas opiniões e nem tenta agradar ninguém. Quando seu pai cria a regra que sua irmã mais nova, Bianca, só poderá namorar quando Kat arranjar um namorado também, Bianca e o apaixonado Cameron decidem contratar alguém (muito corajoso por sinal) para sair com Kat.

Marca registrada da Sessão da Tarde, 10 coisas foi um marco de uma geração. Lançado no fim dos anos 90, o filme é cheia de referências, tem a cara da juventude dos anos 1990 e 2000 e um desprendimento das obras do gênero da época. Ok, hoje em dia o filme pode ser um pouco previsível como tantos outros, mas o fato é que muitos filmes do gênero bebem da fonte e se tornam parecidos.

Os diálogos, a trilha sonora e os personagens são jóias que fazem 10 coisas que odeio em você ser algo muito além de apenas uma comédia romântica. O filme é lindo, fofo, engraçado, doce e apaixonante. Não há uma alma que eu conheça que não tenha gostado e apreciado quando assistiu. A graciosidade da obra que é simples e completa ao mesmo tempo é uma coisa que não encontro sempre em comédias românticas.

Quem não se lembra de Patrick, eternizado na interpretação de Heath Ledger cantando “Can’t take may eyes of you” na arquibancada da escola? Ou o famoso e lindo poema de Kat com o título do filme? Já assisti bilhões de vezes e não me canso nunca.

Curtindo a vida adoidado


Último ano da escola e Ferris percebe que está um lindo dia para “desperdiçar” em aulas entediantes, com isso ele decide que será seu dia de folga e ao lado da namorada Slone e do melhor amigo Cameron, Ferris planeja um dia inesquecível.

“Well, shake it up, baby, now (shake it up, baby)
Twist and shout (twist and shout)

Come on, come on, come on, come on, baby, now (come on, baby)
Come on and work it on out (work it on out)” ♪♩ ♪♩

Quem não se lembra dessa cena? Outro filme memorável da Sessão da Tarde, aqui John Hughes, roteirista e diretor também lança a voz jovem em mais uma produção perfeita, atemporal e apaixonante. Responsável por Clube dos cinco, Gatinhas e gatões, Mulher Nota 1000 e A garota de Rosa Chocking, John Hughes sempre transportou muito bem para a tela a juventude e também os preconceitos que muitas vezes jovens sofrem. Toda a reflexão feita em Clube dos cinco sobre rótulos e educação dos pais é algo que sempre me cativou e emocionou. Em curtindo a vida adoidado, o meu favorito de Hughes para ser franca, também temos excelentes críticas sobre criação dos filhos, “perseguição” por parte dos adultos e um pouco de diversão gratuita, afinal juventude serve para quê?


Um dos filmes mais gostosos que existem para assistir naquela tarde chuvosa ou recheada de preguiça, com personagens empáticos, diálogos excelentes e divertidos. Para se apaixonar, rir, refletir e se divertir.

Central do Brasil


Claro que nesta lista não poderia faltar meu filme nacional favorito. Gosto muito do cinema nacional que sempre investe em bons dramas e Central do Brasil estará para sempre entre os melhores.

O lindo trabalho de Walter Salles conta a história de Dora, brilhantemente interpretada por Fernanda Montenegro que inclusive concorreu ao Oscar pelo papel, que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil. Um dia Dora conhece Ana que pretende mandar uma carta para o pai do filho de nove anos Josué, mas ao sair da estação Ana é atropelada e Josué fica à mercê do destino. Contra a sua vontade, e de forma bem mal humorada Dora resolve acolher o menino. É quando ela se envolve com as pessoas erradas e percebe que precisa se mudar, que resolve então levar Josué para conhecer o pai que reside no Nordeste brasileiro. Conforme a viagem segue, Dora e Josué se encontram em maus lençóis e se tornam cada vez mais próximos. Uma viagem pelo Brasil nos apresentado suas riquezas culturais e fascinantes histórias ao redor de nossos cativantes protagonistas.

Uma das histórias mais lindas que já prestigiei no cinema brasileiro, as lágrimas ocorrem com facilidade no fim e não se emocionar com a relação daquela doce menino e uma mulher marcada pelo tempo é praticamente impossível. Todas as indicações recebidas pelo filme foram completamente válidas e justas, Fernanda está exuberante no filme e o pequeno Vinícius de Oliveira também arrasa na atuação e sintonia com Fernanda. Além da ótima direção de Walter que assim como em Abril Despedaçado entrega uma obra cativante e emocionante.

O fabuloso destino de Amélie Poulain


Cinema francês é uma das minhas paixões e é o tipo de cinema que quando você percebe que gosta se apaixona loucamente. Amélie um dia encontra em seu apartamento uma caixa escondida no banheiro, a garota então resolve procurar o antigo morador que provavelmente é o dono daquelas “riquezas de criança”. Após encontrá-lo e ver suas lágrimas ao relembrar da infância, Amélie adquire uma nova percepção de mundo e resolve então a partir de pequenos gestos ajudar as pessoas a sua volta. A doce Amélie vê nisso um novo sentido de existência, mas ainda sente falta de um grande amor.

De longe um dos filmes mais maravilhosos que já assisti. Demorei bastante para assisti-lo, não acreditava nos elogios que sempre via na internet e nunca quebrei a cara tão facilmente. O fabuloso destino de Amélie Poulain, é de fato uma obra fabulosa e fascinante, doce e singela que nos apresenta essa jovem meiga e amável que faz de tudo para ver as pessoas à sua volta sorrirem. Não há como terminar o filme sem um sorriso enorme no rosto e o coração transbordando. O filme também conta com uma excelente trilha digna do repete infinito.

O Grande hotel Budapeste


No período entre duas guerras mundiais, o gerente de um grande hotel conhece um jovem mensageiro e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro, a batalha pela fortuna de uma família e transformações históricas da primeira metade do século XX.

Wes Anderson não é um diretor muito conhecido do grande público, seu talento e peculiaridade são mais reconhecidos entre os cinéfilos e críticos de plantão. Mas sua qualidade é indiscutível, ao assistir seus filmes percebe-se tons, histórias, personagens e beleza que é difícil ver em outros lugares ou produções. Sua fotografia impecável, sempre centralizada e com cores fascinantes, sua direção dinâmica e espetacular, seu elenco sempre afiado, o roteiro gracioso e seus personagens caricatos sempre permeiam suas obras de forma incrivelmente características e reconhecíveis. Assim como Tarantino, é muito difícil assistir à alguma de suas obras sem perceber que é uma obra do mesmo. Seus personagens que geralmente parecem uns robozinhos, principalmente em O Grande hotel Budapeste, me divertem e me fazem me apaixonar de forma surpreendente. Hotel Budapeste é o meu favorito de sua filmografia, um dos mais equilibrados e eloquentes, que possui personagens e diálogos tão ricos que é difícil largar quando acaba.

Com atuações excelentes, trilha, direção de arte e fotografia maravilhosas, incluindo um roteiro fenomenal, o filme consegue ser não apenas perfeito visualmente mas como um todo.

Wes Anderson infelizmente não é o tipo de “gênero” que agrada a todos os públicos, há geralmente algo mais característicos em seus apreciadores, mas vale muito a pena tentar, porque se de fato for algo que te agrade é um pecado não conhecer e apreciar.



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2 comentários

  1. Adorei suas sugestões.
    Bastardos Inglórios só assisti porque meu marido é viciado nesse filme. Toda vez que algum canal resolve exibi-lo, tá lá o Caio vidrado na Tv.

    Já "10 Coisas que eu odeio em você", por Deus, é meu filme favorito da vida. Assisto sempre que passa e choro todas as vezes.
    beijos
    http://jurodemindinho.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Faço a mesma coisa que o Caio, sempre e em qualquer canal kkkk

      10 coisas ❤❤

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