amor

Carta aberta a Ricardo Coiro - por favor, vá plantar batatas!

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Imagem de girl, hair, and vintage

Quem nunca passou uma madrugada, uma tarde tediosa no trabalho, numa escapada rápida da aula de biologia para ler algo desse cara? Quem nunca chegou ao último ponto final, com os olhos brilhantes e um sorriso besta no rosto? Quem nunca pensou em copiar um texto de amor inteirinho e mandar no chat da pessoa amada, um sobre viagens e marcar a prima aventureira, algo sobre amizade e chorar de saudade da melhor amiga? E por último lhes pergunto: quem nunca morreu de amores pelas palavras de Ricardo Coiro?

Porque ele te leva às melhores e piores sensações num único dia. Faz você se apaixonar por um conjunto de letras, brinca com elas, faz rimar, faz amar. Ele sabe definir o amor como ninguém, amor esse que já tentei descrever por tantas vezes aqui que devo ter me confundido toda. Sabe quando você diz que gosta de comer couve de bruxelas mas na verdade gostaria de dizer que ama brócolis? Essa sou eu tentando definir o amor. Um amor que eu encontrava apenas nas palavras de Coiro, mas o que havia de errado comigo?

Hoje eu sei que na verdade o que eu não sabia era amar. Eu tinha a teoria, sabe? Tinham os livros, os romances de cinema, os corações acelerados e as borboletas no estômago. Mas amor mesmo, tinha não. Agora tem. 

Agora eu descobri que provavelmente era fome o que se passava pelo meu estômago vez ou outra. Descobri que o coração acelera mesmo pela adrenalina, pela expectativa, por medo, por tudo... mas por amor nunca tinha rolado mesmo. E como eu descobri isso? Amando.

Foi aí que eu descobri que não basta escrever apenas com palavras. Dizer às pessoas o que elas querem ouvir. Para escrever de amor a gente precisa ter amado. Por isso meu respeito por clichês românticos aumentou bastante desde que o amor bateu à minha porta. Qualquer cineasta imagina um mundo jurássico, um universo bruxo ou uma guerra intergalática - desculpe Crichton, J.K e George Lucas, respectivamente - mas é preciso saber amar para falar de amor.

Amor vai além de Paris,é numa noite preguiçosa em casa com pizza e Netflix. Amor é dormir de conchinha, numa posição desconfortável pra caralho, porque ela respira na mesma intensidade que você. Amor é acordar na segunda feira com muita disposição... tá, mentira, amor não é isso não. Mas é aquele sorriso bobo dentro de um trem lotado ao lembrar do último final de semana juntos. É programar viagens, assistir coisas bobas na TV e não fazer absolutamente nada o dia todo e ainda assim aquele ser o melhor dia da sua semana, só pela companhia.

Amor é o que eu sinto toda vez que vejo meu amor sorrir. 

Acho que perdi o foco desse texto...
Mas quer saber? Coiro, vá plantar batatas. Porque batata também é amor!









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