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Série: Fuller House - a volta de um clássico

11:00

Imagem de dog and popcorn

Everywhere you look, there's a heart, a hand to hold onto. Everywhere you look, there's a face, of somebody who needs you ♥♪♩♡❤

Quando a Netflix anunciou que trariam o clássico dos anos 80 Full House (Três é demais no Brasil) para uma temporada especial, uma chuva de comentários tomou as redes sociais, todo mundo feliz e esperançoso. Também fui tomada pela animação e felicidade de saber que uma das minhas séries favoritas da infância estava voltando e ainda por cima com o elenco original. Mas depois bateu aquele medinho básico, “e se não for bom?”, “e se a série não tiver a mesma alma da original?”. Apesar disso, minhas expectativas ainda eram enormes e contava os dias para a estréia. Os episódios foram lançados no fim de fevereiro e como sempre fico feliz em repetir, a Netflix conseguiu.


Em seu primeiro episódio com o título nada sugestivo de “Our very first show, again” pudemos reviver toda a magia dos Tanners, agora metade Fuller (D.J, Jackson, Max e Tommy) e sentir a mesma atmosfera da série original.

O episódio conta com todo o elenco original, claro que não com as gêmeas Olsen, que todos já sabiam que não aceitaram voltar, mais as novas gerações de filhos de D.J e Kimmy. O episódio é incrivelmente nostálgico, inicialmente você sente algumas piadas um pouco deslocadas, algumas até um pouco forçadas, mas o episódio vai caminhando super bem quando começa a reviver momentos antigos mexendo com o coração de qualquer mísero fã da série. Temos “Forever” eternizada na voz do querido Tio Jesse e a família reunida ao redor do berço de Tommy cantando a abertura de Flintstones assim como no piloto lançado em setembro 1987 com os tios acalmando a pequena Michelle. Nesse momento a tela se divide entre cenas antigas e novas e as lágrimas (admito) acontecem sim.

Esse episódio também nos direciona a uma nova trama, diferente do que eu havia imaginado de início, os personagens Tio Jesse, Joey, Danny e Becky não são recorrentes, ao contrário do primeiro episódio em que temos o elenco completo, nos demais temos participações dos atores em diversos episódios da temporada, principalmente de John Stamos (Jesse) que também trabalha na produção da série. Em Fuller House acompanhamos Stephanie e Kimmy ajudando na criação dos filhos de D.J após a morte de seu marido.


Sim, repetição da obra original, mas o que temos que ter em mente é que Fuller se trata de uma homenagem, ou seja, todas as referências e repetições (alguns plots repetem episódios das temporadas passadas) são importantes e aceitáveis. Eu amei todas as lembranças e flashbacks, porque não se mostrou algo brega, um revival serve para nos lembrar. Vi muitos sites reclamando que a série possui piadas ou situações bobas e que não merecia ter voltado, mas não funciona assim. A série não vinha com um propósito de inovar o gênero da comédia e trazer um trabalho diferente ou até mesmo com cara de obra moderna. Fuller House veio para relembrar bons momentos dos anos 80/90, para te fazer lembrar daquela fase da sua vida que você terminava de almoçar e acompanhava as séries do SBT, lembra?


Pedir que Fuller tenha arcos mirabolantes, piadas ácidas ou sagazes é pedir demais de uma série que nunca foi assim. Claro que o ano de lançamento influencia, você se lembra de como eram as séries de comédia da época? Se a resposta for não, dê uma pesquisada que você vai identificar rapidamente do que estou falando. Três é demais sempre foi uma série família, com piadas brandas, fofas e engraçadinhas que sempre vinham com lição de moral e um abraço em grupo. Fuller bebe na mesma fonte e trás a mesma fórmula, e isso não é errado, afinal estamos falando de homenagem, certo? Percebendo isso pode-se levar a série como uma experiência gostosa e saudosa que qualquer fã da original vai adorar embarcar.

Os personagens novos, apesar de um pouco deslocados no começo crescem ao decorrer da trama e tomam espaço em seu coração. Max, o filho do meio e melhor personagem da série é a melhor adição que poderia ser feita. O personagem é fofo, doce, inteligente, engraçado e cativamente de forma surpreendente. Impossível assistir à série e não querer um exemplar para você, inclusive pode dar a mão para Jacob Tremblay (Jack de O quarto de Jack) na categoria de crianças mais fofas do planeta. O atorzinho é bom, mas vai melhorando bastante ao decorrer dos episódios, crescendo e ficando cada vez mais confortável no papel.


O mesmo ocorre com Jackson, o filho mais velho de D.J, no começo um personagem aparentemente chato e até um pouco forçado que destoa levemente da família no episódio de estreia. Mas que a partir já do segundo protagoniza ótimos momentos, principalmente os que passa ao lado de Tio Jesse ou Joey.

Ramona, filha de Kimmy, sofreu da mesma síndrome de Jackson, aparentemente irritante e forçada, mas que também cresce muito ao decorrer dos episódios e que desenvolve uma ótima amizade e relação com Jackson, Max e Tommy. O argentino Fernando, seu pai, é um personagem muito engraçado, bem esteriotipizado para falar a verdade, mas que rende ótimos momentos e tiradas em cena.


Stephanie uma das minhas favoritas da série original está ótima no papel de tia agora que não é mais aquela criancinha fofinha. Bem parecida com o personagem de Jesse e até mesmo nas atitudes do tio, Steph logo se rende aos encantos das crianças nos fazendo sempre lembrar de sua infância e até protagonizando um dos momentos mais melancólicos e emocionantes da série no fim do episódio 5.

Kimmy sempre foi uma das personagens mais chatinhas na minha opinião, apesar de continuar a mesma Kimmy Gibler esquisita, a personagem dá uma guinada muito grande em questão de carisma e apesar de um ou outro momento irritante conquista o espectador.

D.J está muito bem como a matriarca da nova família protagonista e rende ótimos momentos ao lado de Steve e Matt que principalmente nos episódios finais se tornem adições sensacionais.


A série tira bastante sarro de si mesma, o que é muito legal e divertido, há varias piadas sobre séries antigas que retornam, atores de clássicos que não emplacam novos sucessos, atores mirins e até mesmo piadas com as irmãs Olsen, estes são de longe alguns dos melhores momentos.

Algumas pessoas vieram me perguntar se a série valia à pena, e vale muito SE você tiver visto a série original, porque o maior trunfo da obra são as referências e a nostalgia em si. Apesar de achar muito estranho e não confiar nas pessoas que não assistiam Três é demais nas suas tardes da infância (brincadeiras à parte) existem pessoas que não viram e para essas pessoas eu não indico, claro que todos são livres para ver, mas a fórmula desse tipo de comédia é um pouco ultrapassada hoje e pode até ser vista como boba. E qual a graça de ver algo se você não entende as referências? Mas se você viu nem que seja 10 episódios da original e gostou vale muito a pena porque a série conseguiu trazer aquela mesma atmosfera maravilhosa, e nos trouxe uma ótima temporada para apreciar. A abertura é a maior nostalgia que qualquer fã pode sentir.


A série cresce muito através da temporada, os episódios vão ficando melhores, e as situações cada vez mais engraçadas e melhor executadas, de alguns episódios medianos no início vamos vendo a evolução da série e dos personagens e a consagração de um acerto. Algumas séries ou filmes não possuem a necessidade de voltar ou quando voltam são mal executados, mas isso não aconteceu aqui. Apesar de não ser extraordinária, a série é feita com muito amor e carinho acompanhados de uma nostalgia maravilhosa.


Apenas 5 dias após sua estréia na Netflix, a série já foi renovada para seu segundo ano. Obrigada Netflix por mais um presente!




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